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Israel e EUA atacam programa nuclear iraniano com arma cruel e desumana: AC/DC

27/07/2012 às 1:42

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Em 2010 instalações nucleares iranianas foram atacadas por um vírus brilhantemente maligno chamavo Stuxnet. Rodava em Windows mas seu alvo eram equipamentos Siemens. O Windows era só um portador, no ciclo de vida do vírus o próximo passo era invadir microcontroladores, instalando um rootkit e assumindo controle das máquinas.

60% dos computadores afetados do mundo estavam no Irã, e desses a maior parte eram ultracentrífugas usadas no enriquecimento de Urânio. O vírus detectava que estava no alvo certo e alterava a velocidade dos motores de forma aleatória e absurda, por diversos minutos. Parava e só se reativava em um mês.

Logo 30% da produção de Urânio com grau de pureza necessário para armas nucleares havia sido paralisada. Mais de 1000 centrífugas foram destruídas até o vírus ter sido identificado e removido. Inicialmente o MOSSAD foi apontado como autor do Stuxnet, mas agora parece que a CIA estava envolvida também.

Isso tudo, claro, não chega aos pés do último ataque ao programa nuclear iraniano, violando todas as regras da Convenção de Genebra:

Segundo emails trocados entre autoridades nucleares iranianas, as instalações em Natanz e Fordo foram atacadas por um vírus desconhecido. Aparentemente ele derruba a rede local e causa um efeito colateral sombrio: No meio da noite noite, quando todo mundo foi embora, os PCs estão em modo de hibernação profunda, quando do nada começa a tocar no volume máximo Thunderstruck, do AC/DC.

Isso, claro,. não é obra do mesmo pessoal que fez o Stuxnet. Um vírus que faz barulho é o equivalente em guerra eletrônica ao James Bond, o pior espião do mundo, conhecido por todos e que usa o próprio nome. Muito provavelmente foi criado por russos desocupados, como 99% dos outros vírus, e só serviu para diminuir os méritos do Stuxnet, ao demonstrar que a segurança das instalações iranianas é uma grande piada.

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