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Japão testa novo método de movimentação de robôs. Sim, tentáculos.

24/07/2012 às 12:30

obahojetemhentai

Existem duas correntes principais na robótica: Uma que defende que robôs devem emular forma e movimentação humanas ou de outros animais, e a corrente que propõe pesquisar formas novas, independente da natureza.

A princípio a primeira corrente faz sentido, afinal com 4 bilhões de anos de vantagem, a Evolução experimentou uma infinidade de formas e se não atingiu perfeição, ao menos achou modelos extremamente otimizados. Veja tubarões e golfinhos, do ponto de vista hidrodinâmico, são bem próximos, apesar de espécies totalmente diferentes.

Aí entra uma questão que perguntei uma vez a um biólogo: Porque a natureza não inventou a roda? Não há nenhum organismo com o análogo de pneus. A explicação foi incrivelmente lógica: Não há muitas estradas naturais. Mesmo um carro 4x4 tem dificuldade em andar em mais de 90% do planeta. Pernas são muito mais versáteis.

Só que nossos robôs não serão criados para passear no bosque, exceto o Robô-Jacob e o Robô-Edward, e isso só depois que aprovarem o casamento robosexual. Eles serão criados para percorrer ambientes criados por humanos, como dutos de ventilação, canos de esgoto, corredores e aquele espaço nojento entre o telhado e a laje da casa de sua tia em Iguaba.

Por isso acho válido experimentos como o de Eiichiro Morinaga, o engenheiro japa que criou o “Metallic Vaio 2012”, essa abominação que se movimenta com tentáculos e deixou todas as colegiais de Tóquio em estado de prontidão.

O mais legal é que ele não se movimenta como um polvo ou um demônio de uma dimensão profana, a pesquisa direcionou a movimentação para algo inexistente no mundo dos cefalópodes, mesmo os mais espertos, com conhecimentos futebolísticos.

Por enquanto o Vaio não tem manipuladores, e só dois tentáculos, e não acho que vá passar disso. O objetivo não é criar um Sentinela da Matrix, mas adaptar nossas máquinas a nosso mundo.

Que consigamos pensar fora da caixa e criar uma forma de movimentação inédita, além de tudo que a Evolução criou, mostra não só a capacidade da criatividade humana como o quanto ainda nem arranhamos do Universo, em sua Infinita Diversidade em Infinitas Combinações.

Além de mostrar o quão pouco criativos somos ao imaginar aliens e não passar de homenzinhos verdes.

Fonte: IEEE

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