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SSD–Chegou a Hora! (nos EUA, aqui a gente que se rale)

22/06/2012 às 10:51

ssddomal

O SSD é um caminho sem volta. Todo mundo que experimenta relata uma experiência quase religiosa, há gente que teve boot reduzido de 2 minutos para 20 segundo, e a performance do dia-a-dia é impressionante. Quem lida com arquivos grandes, adora.

O problema é que esses discos em estado sólido (afinal HDs convencionais são líquidos) custavam, como toda tecnologia nova, os olhos da cara. A diferença de preço para os HDs normais era monstruosa, mas depois que as enchentes na Tailândia elevaram os preços, hoje ela é apenas obscena.

Obscena mas tende a se tornar uma diferença mais decente, daquelas pra casar. Ao menos nos EUA, onde os SSDs estão 49% mais baratos do que ano passado.

A grande sacanagem é que a enchente já passou, as fábricas já secaram mas aqui, no melhor estilo CPFM o aumento provisório se tornou permanente. Em 16/11/2011 um HD de 1TB no BoaDica era listado a R$250,00. Antes das enchentes saía por R$120,00. HOJE está custando os mesmos R$250,00. Entubamos a enchente.

Já no mundo dos SSD, um de 64GB sai a R$295,00. Na civilização é vendido por US$84,36. 300 contos é um valor caro pra fazer uma graça, mas se estivesse montando um micro novo investiria sem pensar duas vezes.

Não arrisco chutar quando vamos nos livrar dos HDs convencionais, mas isso será inevitável. São frágeis e complexos demais, e violam a regra de Clarke de que uma máquina não pode ter qualquer parte móvel. Não temos uma indústria toda voltada para SSDs hoje apenas por ser mais barato fazer HDs e não compensar para os fabricantes montar uma planta de SSDs, vender pelo mesmo preço e trocar seis por meia-dúzia.

No futuro, claro, isso mudará. Pena que o futuro demora, parece que não chega nunca, sei lá.

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