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WWDC 2012–MacBook Pro Retina Display

12/06/2012 às 11:20

Hoje a Apple apresentou sua tradicional renovação na linha de notebooks, e como esperado introduziu um equipamento com Retina Display, funcionando em uma resolução em geral encontrada em monitores de uso profissional.

É o MacBook Pro Retina Display, essa coisa linda aqui:

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Ele, no modelo top vem com 16GB de RAM, 768GB de SSD, processador Intel QuadCore i7 rodando a 2,7GHz, uma nVidia Kepler GeForce GT650M com 1GB, duas portas Thunderbolt, uma HDMI, duas USB 3.0 e um leitor de cartão SD.

Pesa dois quilos e a maior parte disso é a bateria, que garante 7h de autonomia, mas o diferencial, que está deixando os blogueiros sortudos que colocaram a mão no bicho doido, é a tela. A Apple atuchou em 15.4 polegadas uma resolução de 2880 x 1800, 4 vezes mais pixels que o MacBook normal, de 1440x900. Isso atingiu 220PPI (pixels por polegada)

Se “Retina Display” fosse um número fixo, o MacBook HD deveria manter os 329dpi do iPhone 4, o que resultaria numa resolução de 3712 x 2320 em uma tela de 13 polegadas (não vou refazer a conta pra 15), mas como o conceito de Retina Display é qualquer resolução que a Apple chama de Retina Display e você não consegue distinguir pixels, 2880 x 1800 a 220PPI continua sendo maravilhoso.

É uma imagem de quase 6 Megapixels, e nem quero pensar em jogos de ação tentando rodar nessa tela. Ainda bem que é um Mac, então o conceito de jogos não se aplica.

Quando o tamanho disso? Na imagem abaixo temos uma foto em 2880 x 1800. O detalho, no canto, é um frame de Vingadores. Em FULLHD, 1920x1080, A imagem original, em PNG tem 8MB. Clique nela para ver a versão original, não reduzida:

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A resolução em si, apesar de bem alta não é inédita. Há monitores capazes de exibir bem mais pixels, um DuraVision FDH3601 tem resolução de 4K x 2K, 4096 x 2160, mas como é uma tela de 36.4 polegadas, se restringe a 127PPI.

A vantagem da Apple? O MacBook Retina Display custa a partir de US$2.199,00. O DuraVision FDH3601, que é só um monitor, custa US$44.6 mil.

Mais uma vez a Apple sai na frente, definindo na marra um padrão de resolução que todo mundo irá adotar, acabando com o reinado dos notebooks que se vangloriam de ser FullHD, e todo mundo que viu fala que o MacBook Retina Display é um caminho sem volta, como quase tudo na vida.

A idéia de editar um filme em HD, em uma janela, com resolução final é bem atraente, e a Apple chegou a anunciar que a Autodesk está desenvolvendo uma versão do Autocad que irá aproveitar a resolução extra,

Outra mudança mais ousada, provocada pela necessidade de criar um laptop o mais fino possível, foi o fim da porta Ethernet, RJ45. Isso mesmo. A Apple, que matou o disquete, matou o DVD, matou o modem agora matou a rede cabeada.

Quem quiser mesmo, que gaste US$29,00 e compre o adaptador Thundercatbolt – Ethernet, na Apple Store.

CLARO, a chiadeira, principalmente entre brasileiros que acham que os Keynotes da Apple são feitos para eles, foi geral. Teve gente reclamando, explicando que em muito ambiente de fábrica só existe conexão cabeada. Obviamente o sujeito vai comprar um MacBook topo de linha para controlar fresadoras industriais.

Filosoficamente faz sentido esse abandono, quanto menos cabo melhor, e uma tripa azul grudada no computador inviabiliza o conceito de “portátil”, mas na prática a 1a coisa que todo mundo faz é espetar o laptop no cabo de força sempre que há oportunidade, então ninguém se preocupa tanto em ser “livre”.

De resto, taí o bicho. E antes que comecem o mimimi “absurdo, R$10 mil por um laptop”, lembro que esse é o preço de equipamentos top no Brasil e não mudou em NADA em relação a outros MacBooks Pros. Ao menos chilique por alguma novidade.

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