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O segredo da produtividade mobile

28/05/2012 às 16:12

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Se eu fosse o Comissário James Gordon, meu segredo seria simples. Eu pensaria em Sarah, o resto é fácil. Como não sou, precisei bater cabeça até transformar um smartphone em um iPhone e um iPhone em uma ferramenta verdadeiramente útil para geradores de conteúdo (vide texto anterior) realmente móveis.

Hoje estou mobile por motivo de força maior; estou sem luz em casa, um pedreiro gênio ligou um transformador do mal em uma britadeira 220V e torrou uma das fases lá de casa. Como minha prioridade é o MeioBit, vim pro bar e estou tentando escrever e beber ao mesmo tempo, para esquecer.

Só que no iPad ou no iPhone (meu caso hoje) o processo criativo é bem diferente do que estamos (obviamente kibeloco não incluído) acostumados.

No PC a composição de um texto é muito mais aleatória, admite muito mais dispersão. Em dispositivos móveis manter o mesmo grau de dispersão é garantia de fracasso.

Vejamos então como eu consegui NÃO me dispersar:

Primeiro de tudo, bloqueando aleatoriedades no Twitter. Estou usando o TweetBot, um EXCELENTE, talvez o melhor cliente de Twitter para IOS. Ele tem uma penca de recursos, entre eles o MUTE, onde você pode calar sumariamente pessoas por tempo determinado. Isso garante um início de paz e tranquilidade.

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Em seguida é preciso achar de onde vamos copiar, digo, a fonte da notícia que comentaremos. Em uso o Flipboard como ferramenta de leitura principal, salvando para o Read It Later, ou agora Pocket, os artigos que poderão virar um texto no MeioBIt.

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Com o artigo em mãos, devidamente lido, assimilado e mal-interpretado, vou para a parte mais importante: Utilizo o IMAGES para fazer buscas no Google por imagens relacionadas. Em geral na hora de buscar já tenho uma boa idéia do que preciso. No caso, a televisão mostrada no filme Idiocracy.
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Salvando a imagem na Photostream do iPhone, vamos para a parte seguinte: Escrever o texto em si.

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No iPad uso o excelente BLOGSY, mas no iPhone minha App de referência é a do WordPress, que era uma boa bosta. Dizem que melhorou mas ainda tenho medo, então prefiro escrever o texto no PAGES, editor oficial da Apple e que não costuma dar problema.

Texto escrito, é hora de montar o post. Vamos pro WordPress, mas antes um COPY no Pages, com o texto inteiro.

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Na App do WordPress, um PASTE joga o texto todo no campo de edição. CUT/PASTER do título para a área correspondente, insiro a IBAGEM salva lá no começo deste texto, e pronto. Agora é só selecionar categoria, tags, clicar PUBLISH e partir pro abraço. Ou, se você for um escritor alcoólatra forever alone, mais um gin-tônica.

O processo todo soa multitarefa e complicado, mas na prática é mais ágil do que ficar batendo papo no Twitter, verificando se o vídeo da Bridget The Midget (não google) já baixou, se tem espaço no HD de séries, se entrou email com o 14o do MeioBit, etc, etc, etc.

Eu sou a criatura mais dispersiva do Universo, mas mesmo assim consigo produzir, como agora, com um teclado Bluetooth da Apple, um iPhone encaixado em uma cestinha de condimentos e um gin-tônica. Se eu tivesse um notebook talvez não tivesse conseguido a mesma produtividade.

Uma das vantagens do Futuro em que vivemos é essa mobilidade, mas me entristece saber que tantas empresas ainda não assimilaram o conceito, e preferem que seus funcionários mais brilhantes vivam dias de peões pré-revolução industrial, quando poderiam estar produzindo muito mais, seja lá onde quiserem estar.

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