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Celulares no trânsito–um raro caso onde é correto culpar a vítima

27/05/2012 às 11:33

harvey-birdman-attorney-at-law

O brasileiro tem uma mania chata de culpar a vítima. Se o o cara teve um celular roubado foi por ter dado mole, não prestado atenção, e se for um iPhone, pior ainda, vira “bem-feito quem mandou querer se mostrar"?”. Eu não gosto dessa atitude, mas no caso em questão abrirei uma exceção, mesmo sendo um caso onde o culpado foi responsável por um acidente que amputou as pernas esquerdas de um casal.

Em 2009 David e Linda Kubert estavam andando de moto, quando um idiota de 18 anos chamado Kyle Best veio no cruzamento dirigindo uma pickup, sem prestar atenção. Na verdade segundo as testemunhas ele dirigia com os cotovelos, enquanto olhava para baixo, escrevendo em um celular.

Ele acertou em cheio a moto, mandando o casal para o hospital.

O imbecil se declarou culpado das infrações, inclusive utilizar um equipamento eletrônico enquanto dirigia. Até aí tudo bem, mas o advogado das vítimas resolver morder todos os envolvidos, mesmo remotamente.

Literalmente remotamente. A namorada do Kyle foi incluída como co-responsável, pois ao enviar o SMS que ele estava respondendo ela se colocara “eletronicamente presente”.

Isso mesmo. O advogado das vítimas tentou vender o peixe de que a namorada do idiota que respondeu SMS dirigindo era responsável, por ter enviado um SMS.

Felizmente após (provavelmente 0,03s) consideração, o Juiz anulou a inclusão da namorada no processo. Do contrário isso criaria um precedente horroroso, onde qualquer um enviando uma mensagem ou ligando para uma pessoa se tornaria responsável por besteiras cometidas durante a comunicação.

Mesmo assim ainda fico assustado por saber que há mentes tão malignamente criativas advogando por aí. Só me resta descobrir o nome desse advogado canalha inescrupuloso e ganancioso. E anotar, caso precise de seus serviços no futuro.

Fonte: kktv

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