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Estaria faltando incentivo intelectual nos games?

25/05/2012 às 13:05

dori_jour_21.05.12

Além de comprovar que o pessoal da thatgamecompany não era um estúdio-de-um-jogo-só, Journey parece ter despertado o interesse de muitas pessoas em relação a o que seu criador, alguém com tamanha criatividade e senso artístico, pensa sobre os games.

Depois de jogar na estrutura do multiplayer a culpa da atitude lamentável de alguns e de dizer que o público do Playstation 3 é mais aberto a games que se aproximam da arte, Jenova Chen dessa vez criticou a maneira como os jogos eletrônicos são incapazes de motivar intelectualmente os adultos.

A minha maior reclamação em relação aos games é que eles não são bons o suficiente para os adultos. Para os adultos gostarem de algo, eles precisam ter um estímulo intelectual, algo relacionado a vida real. Jogar pôquer te ensina a enganar as pessoas e isso é relevante para a vida real. Um headshot com um rifle de precisão não é algo relevante para a vida real. Os games precisam ser relevantes intelectualmente.

Mas antes que alguém diga que Chen está filosofando demais e agindo de menos, ele deixou claro que a busca por um game mais profundo e que traga algo de novo é um dos planos do seus estúdio para o próximo projeto.

Podem os games fazer você e outra pessoa aprenderem um com o outro algo intelectual e relevante? Podem os games fazer você e outro humano experimentarem uma emoção tão profunda que seja capaz de tocar os adultos? Estou trabalhando em tudo isso. Fazendo jogos emocionais e tornando-os intelectualmente relevantes; fazendo jogos onde as pessoas possam se conectar.

Eu discordo de Jenova Chen, principalmente por achar que um dos principais aspectos dos games é justamente nos permitir, seja quando criança ou adulto, assumir o papel de um encanador que tem como inimigos tartarugas, ou então de um exímio lutador de uma arte marcial que nem mesmo conhecíamos, podendo pilotar um caríssimo aviação num perigoso combate futurista ou ainda fazer um gol na final da Copa do Mundo.

Acho sim que os games podem e até precisam ganhar mais conteúdo intelectual, mas por favor, não acabem com a fantasia dos jogos eletrônicos, porque sinceramente, não é toda vez que estou com paciência para jogar algo com a complexidade de um Nietzsche.

[via Eurogamer]

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