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Banco do Brasil e a viralidade da mensagem

15/01/2007 às 21:06

No dia 02 de janeiro, o Banco do Brasil começou o ano com sua nova campanha publicitária, criada pela agência Artplan, homenageando seu cliente. A campanha “Todo seu” teve um início conturbado, a maioria dos analistas, especialistas e clientes tinham certeza que aquele era um tiro no pé do departamento de marketing do BB.

Quando acessava o seu home banking (www.bb.com.br) o cliente era surpreendido com o seu nome estampado no logotipo do banco. Na sua estréia a campanha alavancou drasticamente a audiência do site do Banco do Brasil. Os habituais 800 mil acessos diários cresceram 275%, para três milhões, informação cedida pelo próprio diretor de Marketing e Comunicação, Paulo Rogério Caffarelli, do BB.

Apesar desse incrível crescimento com a mudança de logo a maioria dos acessos foi de clientes que achavam que sua conta havia sido invadida ou o banco hackeado. Quase ninguém entendeu que essa mudança no site era um teaser para uma campanha muito maior que estava por vir.

O passo seguinte foi a mudança nas fachadas em mais de 300 agências ao redor do país. Rebatizadas com nomes de clientes, onde antes se lia “Banco do Brasil” passou-se a ler “Banco da Ana”, “Banco do João” e Banco com vários nomes próprios.

Dessa vez foi o sindicato dos bancários de Brasília que colocou a boca no trombone, pensando que a campanha era um golpe para a privatização da instituição. Mas uma vez Caffarelli saiu em defesa da campanha explicando que o conceito era aproximar o cliente do Banco.

Desde o início, apoiei a estratégia da campanha, uma iniciativa corajosa poucas vezes observada na publicidade brasileira. O BB e a Artplan utilizaram a internet como canal de divulgação para o teaser da ação. Possivelmente imaginavam a repercussão e da viralidade que a inovação da mensagem desencadearia. Atualmente algumas campanhas já tentam utilizar o poder viral da mensagem na internet, a pouco tempo a Pirelli tentou, sem sucesso, algo do tipo.

A campanha caiu na boca do povo, estendeu-se para fora da internet, foi vista e comentada por todos, sejam clientes do banco ou não. O Banco do Brasil e a Artplan demonstraram saber tirar proveito da comunicação on-line e de como utilizar o poder viral da rede. Vamos ver se daqui para frente agências e empresas tenham aprendido essa lição de comunicação e, principalmente, a apliquem.

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