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Pensando sobre o iPhone

10/01/2007 às 4:18

Não resta dúvida que a tecnologia empregada no recém-apresentado iPhone é revolucionária, mas vamos segurar a euforia e analisar brevemente o contexto:

  • O iPhone, pela tecnologia empregada, custa mais do que o preço anunciado. Porque ? Porque as operadoras sempre acabam subsidiando parte dos custos do telefone, exigindo do cliente um contrato que varia entre 1 e 2 anos. No caso do iPhone, a Cingular estará exigindo 2 anos de contrato. Não vai ser possível comprar o iPhone sem um contrato de telefonia celular.
  • Para utilizar o iPhone com todos os recursos apresentados, o serviço de voicemais da operadora tem que estar adaptado, para mostrar as mensagens como uma pasta de e-mail. Será que vale a pena cada operadora adaptar seu sistema de voicemail para um mercado relativamente pequeno ?
  • O mercado deste aparelho é um público muito pequeno, quem tem bastante dinheiro para gastar com gadgets. Isso porque o público corporativo vai continuar a usar o sistema Blackberry, em conjunto com o Microsoft Exchange Server, devido à alta segurança e integração com o diretório/email/calendário da empresa. Ou alguém acha que as empresas irão subitamente usar o Yahoo Mail ?
  • Será *mesmo* que o iPhone roda o MacOS X, ou somente emprestou o nome do desktop, tal como a Microsoft fez com o Windows ? Todos sabemos que o Windows Mobile só tem o nome em comum com o Windows para desktops. Só vou acreditar mesmo vendo o prompt do Unix mostrando os processos todos rodando.

Por enquanto, pelo menos para mim, o iPhone vai ser como a Ferrari na loja, bonito de se ver, mas longe de adquirí-lo. Mesmo morando nos EUA, para pegar o iPhone eu teria que (além de pagar os US$500): quebrar o contrato com minha operadora atual e pagar a multa, mudar de número de telefone e arriscar com um produto de primeira geração que ninguém ainda testou mesmo. Aliás, um repórter da Time passou algum tempo com o iPhone (em frente a executivos da Apple e do próprio Steve Jobs), e notou que há algumas áreas inacabadas, e que o modelo em exposição ainda é um protótipo.

De qualquer maneira, vai ser muito interessante acompanhar como o produto vai se desenvolver.

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