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Google mostra primeiro esboço do “googlephone”, criado em 2006

João Brunelli Moreno

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Meio à contragosto, o Google mostrou essa semana os primeiros esboços da sua ideia de aparelho celular. O dito “googlephone”, idealizado originalmente em meados de 2006, foi revelado durante o julgamento do processo movido pela Oracle contra o gigante de busca. A Oracle é dona do Java e afirma que o código-fonte do Android contém partes copiadas da sua linguagem, exigindo por isso uma reparação por quebra de direitos autorais.

Dois anos antes do lançamento oficial do primeiro smartphone Android, o HTC G1, o ancestral mais antigo dos googlephones exibia um teclado físico e não havia qualquer menção a telas sensíveis ao toque ou coisa parecida. Aliás, há raros detalhamentos técnicos e a única descrição sobre as funcionalidades é que ele “integraria serviços da web 2.0 de uma maneira simples para ser usada no telefone”.

Fóssil: o primeiro ancestral do Android

Na época também não havia qualquer menção ao Android. O Google comprou a startup fundada por Andy Rubin em 2005, mas apenas em 2007 a plataforma do robozinho foi certificada pelas operadoras.

Outros detalhes sobre o aparelho não foram revelados, mas na época o Google trabalhava com a hipótese de lançar o modelo com um processador ARMv9 de 200 MHz, 64 MB de RAM, armazenamento externo por miniSD, câmera de 2 megapixels, Bluetooth 1.2 e tela de 16-bit color – configurações dignas de riso hoje em dia. De notável, apenas o plano do Google em oferecer conexão de dados ilimitados aos clientes por módicos US$ 9,99 mensais – bem menos que os US$ 29,90 mensais cobrados no HTC G1.

O processo da Oracle contra o Google foi protocolado em 2010, mas o julgamento começou apenas no dia 16 de abril. No processo a Oracle afirma que o Google não tem autorização para o uso de certos elementos do Java e pede uma indenização de US$ 1 bilhão. Já o Google se defende mostrando um post feito por Jonathan Schwartz, ex-CEO da Sun Microsystems, desenvolvedora do Java comprada pela Oracle em 2010, em que o executivo dava sua benção ao uso na plataforma do Android.

Com informações: Verge, Boy Genious Report