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Empresas pedem senhas do Facebook de funcionários; rede social diz que vai à justiça

João Brunelli Moreno

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No começo do mês a rede de TV norte-americana MSNBC noticiou que algumas empresas, agências governamentais e universidades de todos os EUA vêm requisitando os nomes de usuário e senhas do Facebook de seus funcionários ou candidatos a vagas de trabalho, para “monitoramento da atividade online”. Na sexta-feira (23) a rede social anunciou que irá processar quem insistir com essa prática.

A emissora publicou em seu site que “candidatos a emprego no departamento prisional de Maryland foram requisitados a oferecer seus dados de acesso durante as entrevistas, e deixar que o entrevistador visse todos seus cliques, murais, fotos e amigos por trás da parede de privacidade”. Já a Universidade da Carolina do Norte tem um manual que orienta que “todos departamentos precisam ter um técnico ou administrador que seja responsável por ter acesso regular e monitorar as atividades online de seus subordinados”.

Você forneceria sua senha do Facebook para ir bem numa entrevista de emprego?

Ironicamente a mesma tática era realizada na ACLU — American Civil Liberties Union, ou União Americana das Liberdades Civis — que a afirma ter abandonado sua obrigatoriedade desde o ano passado. Hoje, afirma que a entrega dos dados é “voluntária”. De acordo com Melissa Coretz Goemann, diretora do órgão, “praticamente todos” os candidatos a vagas na ACLU cedem seus dados de bom grado aos entrevistadores, na tentativa de irem bem na seleção.

Na quinta-feira o Facebook anunciou que irá começar a mexer seus pauzinhos para acabar com essa prática. “[O comportamento] mina as expectativas de privacidade e segurança tanto do usuário quanto de seus amigos” e completa que os órgãos que insistirem em pedir dados de acesso poderão enfrentar ações na justiça.

A rede social diz que a prática é uma violação da Declaração de Direitos e Responsabilidades dos EUA e afirma que irá tomar todas medidas para “proteger a privacidade e segurança”, incluindo mobilização política. Além disso afirmou que dará apoio aos usuários que se sentiram injustiçados por um empregados, os auxiliando em ações judiciais.

“Os empregadores podem não ter as políticas adequadas e avaliadores capacitados para lidar com informações particulares”, explica Erin Egan, chefe de privacidade da rede social, que orienta seus mais de 800 milhões de usuários a manterem suas senhas para si próprios.

Com informações: MSNBC, The Next Web.