Enquanto diversos smartphones do mercado têm processadores com dois ou até quatro núcleos a sua disposição, os novos aparelhos equipados com Windows Phone vendidos pelos finlandeses da Nokia contam com chips single core. E na humilde (e, vá lá, tendenciosa) opinião de Stephen Elop, presidente da empresa, isso está longe de ser uma desvantagem.

Em uma entrevista a um jornal chinês chamado Yangcheng Evening News, o executivo afirmou que telefones com chips muito potentes apenas gastam mais energia sem oferecer ganho de desempenho equivalente. “São apenas um desperdício de bateria para o consumidor”, afirmou. “Processadores com muitos núcleos não são um indicativo de performance na ‘vida real'”, completou o CEO.

Stephen Elop em visita ao Brasil em novembro de 2011

Elop defende sua tese afirmando que desde o começo do ano sua companhia lançou um desafio chamado Blown Away by Lumia no mercado chinês. No teste, é oferecida uma recompensa de 1.000 yuan (R$ 285) àquele que tiver um telefone multinúcleos que execute tarefas de forma mais rápida que o Lumia 900, equipado com um processador comum e o Windows Phone 7. Ele diz que “jamais perdemos um desafio sequer”.

Apesar de ter desdenhado telefones com processadores de dois e quatro núcleos, informações levantadas pelo site Pocket Lint dão conta de que a Nokia pode estar testando desde janeiro o chip Qualcomm MSM8960, de dois núcleos, para lançamentos que deverão acontecer até o final deste ano. O futuro aparelho viria já com Windows Phone 8, mas não há nenhuma confirmação oficial disso ainda.

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@rodrigorsena
Vixe... ficou tudo embaralhado agora... Vou comprar uma bateria de carro, colocar na minha bolsa, e recarrega meu aparelho caso ele descarregue!
Ramon Melo
Cara, você iria se frustrar se visse um SoC pessoalmente. A diferença de tamanho de um single-core para um quad-core é muito pequena. Se a bateria ocupasse esse espaço, não aumentaria nem em 1% o tamanho atual. O que você está querendo é que a Nvidia invista dinheiro numa tecnologia de baixo custo e baixo retorno. A questão é que essa não é a estratégia da empresa, ela não quer massificar a linha Tegra. Pelo contrário, ela quer que o Tegra seja um símbolo de celulares caros e poderosos, para fortalecer o marketing dela.
Ramon Melo
Sem problemas, é um erro comum. A verdade é que existem arquiteturas que visam a economia de energia e desempenho ao mesmo tempo, e elas atingem diferentes graus de sucesso. O Tegra 3 tem aquele quinto núcleo de 500MHz que lida com as tarefas de background, e é por isso que ele consegue ter o dobro do poder do Tegra 2 com a metade do consumo. É lógico que essa é uma estimativa baseada num uso típico. O consumo de pico do Tegra 3 é bem superior ao do anterior, mas seu celular passa a maior parte do tempo sem pressionar o processador a esse ponto.
Ramon Melo
Pode ser uma preferência pessoal sua, mas eu prefiro que a escolha seja minha, e não do desenvolvedor. Por mim, todos os aplicativos deveriam rodar em background, exatamente como estivessem no PC. Se eu quiser que ele rode em background, eu minimizo. Se não, eu fecho. Funciona nos PCs, funciona nos meus Nokias com Symbian, funciona no N9, não há por que não funcionar nos SOs ditos "modernos". O problema atual do Android é a interface. Diversos apps não possuem a opção de fechá-lo de vez, me obrigando a ir até o gerenciador de tarefas para fechá-los. Aliás, a interface multitarefa do Android é tenebrosamente ruim e precisa urgentemente ser melhorada. Meu HTC HD2 com Windows Mobile 6.5 tinha um gerenciador de tarefas na página inicial. Meu Nokia E63 mostra todas as tarefas ao segurar o botão "Home" e fecha cada uma delas com "Backspace". Falta algo do tipo no Android. Ainda assim, o poder tem que estar na mão do usuário, porque é ele quem sustenta a indústria.
Ramon Melo
Só no Brasil que é assim. Nos EUA, o Android tem forte participação em todos os segmentos, inclusive entre os aparelhos mais caros.
Ramon Melo
Sim, faz sentido. Casos em que faz sentido deixar um app rodando em background: - Fazer downloads pesados em redes lentas (vídeos do Youtube, por exemplo); - Processamento de imagens e vídeos (demoram vários minutos, não quero ficar esperando); - Downloads de torrents e similares; - Jogos que exijam grinding (deixa o personagem treinando enquanto faz outra coisa); - Aplicativos que utilizem push (clientes de e-mail e redes sociais, entre outros); - Antivírus e aplicativos de segurança (podem ser necessários no futuro); - Compiladores; E sabe-se lá o que mais. A questão é que os processadores ARM são capazes de operar múltiplas tarefas simultaneamente, e cabe ao usuário (e não ao fabricante) decidir se deseja executá-las em paralelo ou de forma alternada.
@rodrigorsena
.-. nem ligo pra isso de bateria, eu levo uma bateria de carro na minha bolsa, pronto!
@mos_axz
entretanto se usasse essa tecnologia e um unico nucleo, baratearia o aparelho e sobraria algum espaço pra aumentar o tamanho da bateria...
Thiago Mobilon
Sim, quis dizer que no modo ocioso o consumo é baixíssimo. Indifere se é um processador de 4 núcleos ou de apenas um. Aliás, pela evolução do consumo dos Tegras e a miniaturização dos componentes, ele deve consumir bem menos do que o de um, mesmo no modo ocioso.
mccraveiro
O chip consome energia o tempo todo! (Claro que quando está fazendo alguma tarefa de maior processamento como jogos gasta mais) O que está aparecendo agora são os processadores inteligentes como o Tegra 3 que possui um núcleo para quando estiver ocioso, assim pode desligar os outros.
Thiago Mobilon
Mas se o sistema está ocioso, não está gastando energia alguma, oras. O chip só consome energia no momento da utilização.
Rennan Alves
Windows Phone possui multitarefa. A diferença está no modo como ela é tratada, assim como no IOS, permitindo ao usuário escolher qual das aplicações ele quer rodar em background, diferente do Android. Honestamente, não conheço algum aparelho Windows Phone que tenha estas especificações, mas será que precisa disto? Não vai ser através de filmagens em Full HD/3D e decode de vídeos em 1080p que se conquistará mercado, ou definir o nível de qualidade de um sistema. O próprio Android é prova disto, pode perceber que a maioria dos aparelhos Android's vendidos são de baixo custo e single core. Além disso, o Windows Phone não está sendo deixado de lado pelo mercado, tanto que fez e está fazendo muito sucesso na Europa. A "falsa" perda de mercado dá-se pela baixa disponibilidade de aparelhos, resumindo-se a Nokia, HTC e Samsung.
Patrik
Com certeza. Os Windows Phone estão usando processadores Cortex A8 de 1,4GHz. Pior é que muitos acham que isso é pouco.
Patrik
É um esquema mais simples, onde os aplicativos ficam suspensos, como no iOS. No Android é multitarefas mesmo. Claro que cada um tem sua vantagem e desvantagem. O que eu quis enfatizar é justamente que a percepção de que o Android seja mais lento muitas vezes vem da multitarefa.
Vinicius Kinas
Sobre a parte do multi-tarefa, discordo. O conceito de multi-tarefa em um celular precisa ser diferente de um computador por causa da bateria. iOS e WP7 usam um sistema que congela todas as threads de um aplicativo, menos as que forem marcadas como tarefas em background (reprodução de músicas, downloads, etc), enquanto no Android é dado o benefício da escolha para o programador. Se ele quiser que seu aplicativo fique congelado enquanto em segundo plano, ele pode fazer. O problema é que a maioria não sabe, e não se importa com isso (todos acham que o seu aplicativo será o ÚNICO rodando no smartphone, um mal herdado dos PCs e cultivado por programadores novatos). Já cansei de ter minha bateria drenada por jogos que continuam consumindo CPU quando aperto o Home. Ambos os modelos de multi-tarefa tem seus prós e contras. Mas num mundo de fonte de energia muito limitada, prefiro o modelo do iOS/WP7, do que ter que confiar em programadores (o que já se provou ineficaz).
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