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Ministério da Justiça cobra do Google explicações sobre política de privacidade

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O Ministério da Justiça informou na quinta-feira (09/03) que está atrás do Google para receber mais informações sobre a política de privacidade integrada que entrou em vigor em primeiro de março. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do ministério notificou a empresa de internet, solicitando detalhes sobre a mudança de política.

Diz o ministério que a requisição tem base na atual legislação de defesa do consumidor. “O Google deverá informar como se deu o processo de revisão da política de privacidade e de que forma a sociedade e os consumidores puderam se manifestar sobre as mudanças”, de acordo com comunicado emitido pelo órgão.

Também entra na discussão a (falta de) alternativa para os usuários que queiram usar serviços geridos pelo Google sem que seus dados vão todos para uma mesma base de dados. Por exemplo, tem as informações do Gmail separadas das do YouTube etc.

Uma pergunta cuja resposta todos sabemos diz respeito ao Gmail: “se o conteúdo privado dos emails poderá ser acessado pelo Google para fins de publicidade customizada.” Podem mandar um ofício para mim que eu respondo essa em nome do Google Brasil tranquilamente.

O Google tem dez dias para prestar os esclarecimentos. Por meio de assessoria de comunicação, enviou o seguinte comunicado para o Tecnoblog:

“A nova política não altera nenhuma configuração existente de privacidade ou o modo como suas informações pessoais são compartilhadas fora do Google. Não coletaremos informações adicionais sobre os usuários. Não venderemos seus dados pessoais. E continuaremos a utilizar a melhor segurança do mercado para manter suas informações a salvo.

Se você não acha que o compartilhamento de informações aprimorará sua experiência, pode utilizar nossas ferramentas de privacidade para fazer coisas como editar ou desativar o seu histórico de pesquisa e histórico do YouTube, controlar a maneira como o Google exibe anúncios sob medida aos seus interesses e navegar pela web de forma “anônima” com o Chrome. Você pode usar serviços como a Pesquisa, o Google Maps e o YouTube mesmo se não estiver logado. Você ainda pode separar suas informações em contas diferentes, já que não combinamos dados pessoais entre elas. E, como temos um compromisso com a liberdade dos dados, é possível levar suas informações para outro serviço, se você quiser.”

Agora é esperar para ver no que essa história dá. Os leitores do Tecnoblog já conhecem a minha opinião sobre o assuto.

Sugestão da leitora Daniela Novais. Você pode mandar sua dica pela nossa página de contato.

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Vitor
Só no meio do comentário eu fui entender.
@brunogdb
Não digo que é melhor, até porque, prefiro usar meu MobileMe mas não tem como fugir. GMail, MobileMe, Yahoo e Hotmail são os melhores serviços de e-mail que existe e o Gmail é o que mais tem destaque porque é da Google, as pessoas olham com aquele olhar de "oooh! É a Google! A gigante da web!" e acabam usando mas o serviço é excelente e desde 2007 utilizando sem uma reclamação. O caso do e-mail pode ser até resolvido indo para outras empresas mas nem todas vai te dar segurança total, até porque, com ou sem política, sabe-se lá o que poderão fazer. Já o caso de mapas, anotações e etc já é meio complicado.
@julianleno
juro que entendi igual ao @reinofaria e depois que o mobilão explicou que eu entendi!
@leozacche
Mas que garantias fundamentais são essas que o Google está tirando?
@leozacche
Mas aí a culpa já não é do Google. Exceto se você pensar "A culpa é do Google, em ser o melhor serviço de e-mail. Quem mandou ser o melhor? Agora não pode dizer às pessoas que, caso não concordem, mudem para um pior."
@leozacche
Concordo com você DESDE QUE os termos do Google estejam contra alguma legislação. Não sou o mais indicado para opinar, mas pelo pouco que eu entendo, não está. Outro indício é que se fosse ilegal, inconstitucional ou de alguma forma errado, o Google teria sido obrigado a mudar. Mas ele está sendo apenas indagado. Eu acho que ele não tá errado embora pudesse sim ter dado oportunidade dos usuários se manifestarem. Mas aí corriam o risco de não conseguir arrumar a casa.
Thiago Mobilon
Acho que você não entendeu, mas o Thas apoiou o CapJsheridan. Ele disse que o Google atrelou a conta dele ao Youtube sem autorização e o Thas respondeu que nem o Google ou Youtube perguntaram se o Cap queria essa integração.
@renoirfaria
belo modo de responder um leitor.
João Almeida
Aff, este ano as pessoas estão com inveja da Google. Só por que ela está grande! Acho é pouco quando o Google ver que o Brasil é um ****** e sair daqui.
@brunogdb
Qual outro se iguala ao Gmail?
Rennan Alves
Sempre houve barulho. E o Google sempre foi criticado e investigado por conta disto. Não está em questão se esta unificação/mudança de um documento vindo de uma empresa venha a melhorar seus serviços e a vida de algumas pessoas, e sim o nível legal desta abordagem. O Google está, por assim dizer, pisando em leis e direitos estabelecidos. E isto está muito³³³ errado. Não é porque uma empresa mostra um documento afirmando metaforicamente "sua privacidade é nossa em troca de nossos serviços", contrariando leis locais, que as pessoas devem aceitar e/ou conviver com isso. Respeito o Google, e as tecnologias que ele desenvolveu, mas faça a seguinte pergunta: será mesmo que o Google precisa ter a sua privacidade para melhorar os serviços que ele fornece?
Kadu
O Google SEMPRE usou nossos dados para trazer publicidade mais relevante e isso sempre foi de conhecimento de todo mundo, não entendo porque todo este barulho agora. Parece que a empresa criou uma cláusula dizendo vende nossos dados para o diabo, mas não. Ela só unificou todas as políticas de privacidade em uma, facilitou as coisas.
ricardo
Ou seja, não use a Internet.
@IvanildoIII
Se não concordam com a nova política de privacidade do Google, não usem os produtos da empresa. Simples assim...
Rennan Alves
Só que isto é apenas um caso entre Google x Usuário. O caso agora é entre Google x Estado (que incluem também milhares de usuários). A nova política de privacidade do Google vai contra direitos e leis pertencentes a cidadãos comuns como eu e você. Direitos estes que foram conquistados com muito suor e mortes através dos séculos. Aceitar as abordagens duvidosas de empresas privadas, que visam apenas o lucro e não o bem estar social, e depois fingir que está tudo bem, é quase tão ruim quanto eleger um político que fornece carros de graça para o povo em troca da instalação de câmeras em suas residências.
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