A chegada do Windows 8 vai trazer uma leva de novidades, tanto em termos de design como de funcionalidade e uma delas vai ser a loja de aplicativos, que vai disponibilizar os programas feitos especificamente para o sistema. Uma das poucas coisas que as pessoas sabem sobre essa loja, no entanto, é que a Microsoft vai poder excluir ou alterar os aplicativos baixados por ela, remotamente e sem nenhuma intervenção do usuário.

De acordo com a BusinessWeek, a Microsoft tem falado pouco sobre essa capacidade de exclusão remota e talvez até pelo fato de que ela pode ser pouco usada, na visão da empresa. O gerente de produto do Windows Phone Marketplace diz que remover um aplicativo remotamente é usado apenas como “último recurso e é bastante incomum”. Ele vai servir para impedir que aplicativos que tenham malware se espalhem em vários computadores, por exemplo. Ou quando a Microsoft for legalmente obrigada a excluir um programa.

Esse tipo de exclusão remota não é exatamente novidade, ao menos nas plataformas móveis. Com o lançamento da AppStore no iOS, a Apple já tinha algo parecido e no OS X Mountain Lion a empresa mostrou que planeja implementar algo parecido, com o Gatekeeper. O Google também precisou implementar algo assim no ano passado, quando alguns aplicativos maliciosos passaram pelo Android Market. Mas é a primeira vez que algo desse tipo migra para o Windows.

Vale lembrar que essa regra de exclusão remota só vale para aplicativos disponibilizados pela loja. Os programas que foram baixados da internet ou instalado por mídia física não serão afetados.

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@LBKatan
Ele não vão apagar qualquer software. Como está no artigo, é em casos de malwares ou implicações legais, coisa que você, provavelmente, não encontrará num PS, por exemplo. Se, por uma trollada do destino, isso acontecer, eles, provavelmente, vão instalar, ou liberar para download, uma versão sem problemas. Acredito que essa funcionalidade não trará muitos problemas para os usuários. Acho que é mais uma ferramenta para nossa proteção. E da MS também.
Victor
Nada a ver. Ela não poderia fazer isto, se eu tivesse uma empresa e comprar umas 500 licenças do photoshop por X, mas com o tempo, eles desabilitam sem nenhum aviso, acabando com a produtividade por alguns dias e se existir inflação neste período, o valor pago pelas licenças não seria perto do prejuízo .
Outro Leitor
Pergunta de um milhão de dólares: o que isso tem a ver com esse artigo?
Turdin
Por questões de segurança eu até entendo. Agora, questões Legais? Primeira coisa que farei é desativar isso no meu pc, com certeza farão algo para bloquear.
Felipe Marinho
Aí eu aproveito e desativo o meu Windows 8...
Helton
Fácil só dar um bloq no arquivo hosts.
@Tacioandrade_
Sem o Windows pirata a microsoft ficaria com uma parcela muito pequena, principalmente em países como o Brasil e com isso sua hegemonia iria cair. Vai por mim, caso a microsoft quisesse realmente impedir a pirataria (ou pelo menos dificultar) ela iria conseguir, porem porque você acha que ela voltou atrás no politica de bloquear o MSOffice 2007 falsificado? Pois viu que iria perder mercado para o principal concorrente BROffice/OpenOffice/LibreOffice.
@LBKatan
Isso é claro, por isso usei a expressão "ainda mais". =)
Caio Alexandre
?
araujo_abner
Sem piratations, sem Microsoft...
Kadu
A Microsoft não tem interesse real em impedir a pirataria do Windows, todo mundo sabe disso :D
Yangm
"Os programas que foram baixados da internet ou instalado por mídia física não serão afetados."
Uffa! Pensei que fossem tirar os piratations...
@Cobalto
Você leu o texto?
Gb
Hum, desativar remotamente o windows não genuino, só permitindo logon ao estar ativo.. E mesmo que o usuário consiga burlar, da prox vez efetuar novamente o bloqueio.. Interessante.
Marcio Neves Machado
Mesmo se for 1 centavo, dinheiro é dinheiro, você gastou, e um produto lhe foi suprimido: nada mais justo que lhe reembolsarem o quanto você pagou por aquilo
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