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Ion é o plugin que pode manter o IE6 vivo nas empresas

João Brunelli Moreno

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Enquanto praticamente toda internet comemora a morte do IE6, existe um (nem tão) pequeno grupo que lamenta o fim do decano browser na Microsoft. E não estamos falando de algum saudosista radical com tendências para o masoquismo: as redes internas de muitas grandes empresas ao redor do mundo utilizam e dependem de aplicativos desenvolvidos há muito tempo, otimizados ou certificados para rodar apenas sobre o IE6. Elas poderão, no entanto, abandonar o navegador com a ajuda de um plugin chamado Ion.

Criado por uma companhia chamada Browsium, o Ion foi apresentado nesta terça-feira e trata-se de um plugin para o Internet Explorer 8 ou 9 e que é capaz de reproduzir todas as “vantagens” do antigo navegador da Microsoft enquanto oferece uma experiência de navegação minimamente decente ao usuário. Como atualizar estes sistemas pode ter um custo proibitivo mesmo para uma grande corporação, a solução pode ser bem-vinda.

Captura de tela do Ion mostra a compatibilidade | Crédito: Browsium

“Grandes aplicativos podem custar milhões para serem atualizados, e as empresas podem ter de 10 a 20 deles rodando em suas redes, compatíveis apenas com o IE6 ou IE7. Essas companhias não podem migrar para o Windows 7 sob o risco destes programas simplesmente pararem de funcionar”, explica Gary Schare, presidente da Browsium, ao site CNET. “E atualizar estes sistemas pode custar até US$ 50 milhões em um ano”, completa.

O segredo do Ion é sua máquina de rendericação, que conta com um recurso chamado “Adaptive IE Quicks Profile”, capaz de identificar páginas “otimizadas” para navegadores antigos e renderizá-las como o IE6 ou IE7, ao mesmo tempo que é compatível com as últimas novidades e implementações do HTML5 e CSS3.

Nas palavras de Schafe, seu programa é capaz de render uma grande economia a seus clientes, e por isso cobra o equivalente a US 7 por um ano de licença de seu navegador. “Em uma empresa com 50 mil computadores, seria um custo de US$ 350 mil ao ano, contra US$ 50 milhões”, explica.

Aos interessados, o Ion pode ser testado de graça por até 60 dias. Basta que os interessados entrem em contato.