Ontem os promotores americanos responsáveis por processar o fundador do Megaupload nos EUA disseram em uma carta que as empresas de hospedagem do site já poderiam deletar os arquivos se quisessem, a partir do dia 2 de fevereiro. Isso aconteceu porque o mandado de busca usado pelos promotores havia expirado, então ficaria a critério das empresas, Cogent e Carpathia, decidir o que fazer com os dados. Ao que parece elas chegaram a um acordo e não devem apagar os dados tão cedo.

Ira Rothken, o advogado responsável por defender o Megaupload nos EUA, disse que tentaria conversar com as companhias para chegar a um acordo, já que ele acredita que os dados dos servidores devem ser mantidos para serem usados como evidências no julgamento. Ele conseguiu fazer com que as empresas concordassem em manter os arquivos intactos por, ao menos, 2 semanas, segundo o seu perfil no Twitter.

Rothken é um advogado conhecido por defender causas ligadas à tecnologia nos EUA. Uma busca no perfil dele vai mostrar que o advogado já investigou casos como o do CarrierIQ, o vazamento de dados dos servidores da PSN da Sony e até o antennagate da Apple com o iPhone 4. Desde 2007 ele luta contra o que ele chama de “extremismo de direitos autorais” em terras americanas.

Então pode ser que o Megaupload tenha escolhido o cara certo para comandar a sua defesa. Vamos continuar acompanhando de perto o desenrolar dessa história e quaisquer precedentes ruins que aparecerem dela.

Atualização às 12:15 | A EFF, Electronic Frontier Foundation, também fez um acordo com a Carpathia. Embora uma boa parte dos dados enviados para o site eram ilegítimos, a fundação sabe que usuários usavam o site para arquivos que não eram ilegais ou não infringiam direitos autorais. Por isso ela vai tentar ajudar, legalmente, esses usuários a reaver seus arquivos por meio do site megaretrieval.com. Mas só vale para cidadãos americanos.

Com informações: The Next Web.