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Julian Assange leva WikiLeaks para a televisão

Editor-chefe vai entrevistar líderes e personalidades.

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Até hoje conhecido do grande público por aparecer em telejornais (geralmente sendo perseguido pelas autoridades), Julian Assange, fundador e mentor do WikiLeaks deverá, quem diria, estrelar seu próprio programa de TV. E antes que alguém pergunte, não será um reality show.

De acordo com um post publicado no blog do WikiLeaks no início dessa semana, a organização está realizando “uma série de conversas profundas com pessoas-chave da política internacional, pensadores e revolucionários” para a produção de um WikiLeaks Show especialmente para a televisão.

Julian Assange: próprio programa na TV

“Levantes e revoluções no Oriente Médio iniciaram uma nova era de mudanças políticas que ainda estão se desenrolando. No Ocidente, a deterioração do estado de direito expõe a falência das principais instituições políticas e ideologicas. A internet nunca foi tão forte, mas nunca esteve sob tamanho ataque.”

O programa deverá ser uma série semanal com 10 episódios de 30 minutos de duração. De acordo com a instituição, “Assange vai reunir vozes controversas de todo espectro político, como visionários, iconoclastas, visionários e insiders poderosos, para oferecerem sua visão para o mundo de amanhã e suas ideias para garantir um futuro melhor”.

Aos interessados, o WikiLeaks diz que o show será transmitido a partir de março “para um público de 600 milhões de pessoas, através de cabo, satélite e redes terrestres”, sem oferecer mais detalhes a respeito do assunto.

Nascido na Austrália em 1971, Julian Assange e o WikiLeaks se tornaram notícia em 2010 quando tornaram públicos documentos secretos da diplomacia norte-americana, notadamente documentos sobre crimes de guerras realizados no Afeganistão e Iraque. Em 30 de novembro do mesmo ano, foi acusado de estupro por um tribunal da Suécia e colocado na lista dos mais procurados da Interpol. Assange está detido em Londres desde 7 de dezembro, mantido em prisão domiciliar enquanto seus advodados lutam nos tribunais para que não seja extraditado para os EUA.

Com informações: Mashable