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“O email está morto”, diz presidente da Atos

João Brunelli Moreno

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Uma vez símbolo da revolução digital, o email está com seus dias contados. Pelo menos esta é a visão de Thierry Breton, ex-ministro das finanças da França e atual CEO empresa de TI Atos.

Segundo informações do WSJ, o executivo, que não envia um único email a seu pessoal “há mais de três anos”, pretende fazer com que a tradicional correspondência digital seja substituída por alguma coisa “mais adequada” num prazo de até 18 meses. De acordo com Breton, seu time gasta “entre 5 e 20 horas” por semana lidando com suas mensagens eletrônicas e que apenas 10% dos 200 emails que cada funcionário recebe todos os dias tem alguma utilidade.

“Não é normal que alguns de nossos funcionários gaste horas de seu dia lidando com emails. Esta ferramenta simplesmente não é mais apropriada”, disse o executivo ao jornal The Telegraph.

Entre as alternativas de comunicação o executivo sugere “alguma coisa parecida” com comunicadores instantâneos ou com o sistema de mensagens do Facebook.

“Nós estamos produzindo dados em uma escala massiva que rapidamente polui nosso ambiente de trabalho e infecta nossa vida pessoal. (…) Estamos trabalhando para reverter esta tendência, assim as organizações estão trabalhando para reduzir a poluição ambiental”, afirmou o executivo em um manifesto batizado de “Zero Email” publicado no site da empresa.

Ainda que seja visto como uma medida radical no mundo sizudo corporativo, pelo menos na França a medida parece ter alguma lógica pelos olhos dos usuários mais novos. De acordo com um levantamento feito no país das boinas e baguetes, apenas 11% dos jovens entre 11 e 19 anos são adeptos do e-mail. Aos curiosos, Brenton está pouco acima desta faixa de idade: tem 56 anos.

Você concorda com o CEO da Atos?