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Eike Batista, o sócio da Foxconn no Brasil

Thássius Veloso

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Promessa antiga, a linha de montagem da Foxconn para produtos da Apple no Brasil tem 70% de chances de se concretizar. A avaliação parte do Palácio do Planalto e foi revelada no domingo por reportagem da Folha. E o empresário multibilionário Eike Batista está envolvido no negócio.

US$ 500 milhões

A reportagem afirma que Eike, o homem mais rico do país, vai entrar como sócio da Foxconn na linha de montagem dos iDevices. O empresário deve colocar US$ 500 milhões na sociedade em questão. Eike já tinha sinalizado anteriormente o interesse no negócio, mas nada formalizado. Por enquanto o que temos são demonstrações de interesse, ainda dependentes de alguns acertos.

Além do empresário, a própria Foxconn taiwanesa vai entrar com a tecnologia de produção de dispositivos. Se depender do presidente deles, não colocarão um centavo sequer, mas o governo brasileiro pretende reverter esse quadro. Falando em governo, o BNDES (banco de investimentos controlado pela União) também será sócio da Foxconn. Vai colocar no máximo US$ 1,2 bilhão do nosso dinheiro nas instalações fabris, o que equivale a 30% do negócio.

Faltam pelo menos dois sócios para que a linha de montagem deslanche. Do setor de infraestrutura espera-se que alguma empreiteira tope construir a planta da fábrica. Do setor de eletrônicos brasileiros a Foxconn deseja arrebanhar alguma fabricante do nível de Semp, Itautec ou Positivo para produzir os aparelhos.

Num primeiro momento os investimentos devem chegar a US$ 4 bilhões. O acordo que o governo brasileiro selou com a Foxconn fala em US$ 12 bilhões. Nesse bolo com certeza estarão isenções fiscais e outras facilidades que a União pretende fornecer para a gigante asiática.

Nessa história toda, o que me impressiona é a presença do BNDES bancando 30% de um negócio que claramente será lucrativo – tem tudo para sê-lo. Por que colocar dinheiro do Estado num negócio desse porte? Não seria mais interessante usar o dinheiro do BNDES em empresas que precisam de aporte financeiro, o que não é o caso da Foxconn? Mais uma vez a iniciativa privada brasileira demonstra toda a sua tacanhez.