Construído pela dinamarquesa Æsir com a ajuda do designer Yves Behar, o celular abaixo leva o nome de “AE+Y Phone“. Ele não tem tela sensível ao toque e não é capaz de rodar qualquer tipo de aplicativo. Sua criadora, no entanto, promete que ele vai durar até o fim dos tempos graças a seu corpo construído em cerâmica ultra resistente, visor de cristal de safira imune a riscos e teclado criado com “precisão cirúrgica” em ouro 18 quilates ou aço inoxidável, com seus números gravados em baixo relevo.

Aesir AE+Y Phone: Highlander

De acordo com a Æsir, a arquitetura de seus componentes internos (fixados com 20 micro parafusos iguais aos dos relógios mais sofisticados) permite a realização de eventuais manutenções sem provocar qualquer tipo de dano colateral. “A Dinamarca tem uma longa tradição de produzir coisas que irão durar por muito tempo”, afirma Thomas Moller Jensen, fundador da Æsir. “Nós tentamos desenhar nosso telefone como faríamos com uma cadeira ou chaleira, o reduzindo até sua essência”, explica. Veja abaixo uma imagem do celular aberto e confira na página oficial um passo a passo da sua construção.

AE+Y Phone: não precisa passar pelo tratamento iFixit

O AE+Y Phone é quadriband (850/900/1800/1900 MHz), chega desbloqueado e suas funções se limitam a itens básicos, como fazer ligações, envio e recebimento de SMS, relógio mundial, alarme, notas, calculadora e conversor de medidas, enquanto sua bateria Sony é capaz de oferecer 5.2 horas de conversação e até 220 horas em stand by. Sua agenda tem capacidade para 1000 nomes, e sua memória permite o armazenamento de até 200 itens de agenda ou outras 200 anotações. Com tela de 2 polegadas e sem direito nem a uma câmerazinha sequer, seu único luxo técnico é o sensor Bluetooth para fones de ouvido externos.

Aos interessados, o modelo é fabricado sob medida e mostra que o preço da indestrutibilidade pode assustar. Sua versão em aço inoxidável sai por camaradas 7,2 mil euros (R$ 17,9 mil), enquanto o modelo construído em ouro sai por salgados 42 mil euros, ou R$ 104 mil.

Com informações: The Guardian.

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Camila
O preço não era R$ 100?
Diego
Primeiro que eu achei feio esse celular que imita um relógio de pulso. O teclado imitando uma pulseira de relógio é bizarro! Precisaram mesmo de um designer pra criar isso? Segundo que pelo valor dele eu compro smartphones o suficiente para minha vida toda.
Willx3
Pff... até parece que esse birosca ai vai "durar pra sempre" Prefiro meu Nokia 1100, que já tem 7 anos de uso, ainda dura como sempre e pelo menos ele tem uma lanterna!!! Tô feito em um 2012 ou em um apocalipse zumbi!
@glileaks
Há ok , o ecossistema agradece, e o planeta bate palmas.
@chpsoares
Pra quem tem grana pra gastar parece interessante. Mas se é pra ter um celular que dure para (pelo menos) a vida toda, melhor ficar comprando um celular de até R$ 100,00 e que só precisa trocar quando nao liga mais (mete uns 2~5 anos). Faz os calculos, considere que a tecnologia deles vai estar em constante mudança e pronto.
Marcelo
Pode encomendar um de cada pra min hahahahah...
tonywalker
Ai você coloca na tomada pra carregar, ocorre um pique de luz e cabum! Você tem uma case chique de telefone que dura para sempre.
andré feltrin
nos fins dos tempos não haverá nem energia e provavelmente a tecnologia de comunicacao será por pensamento. pelo menos vai virar um peso de papel bonitinho.
Rodrigo Soncin
?Who wants this Phone, forever?? Considerando que ele não faz nada e custa uma fortuna. Não consigo pensar em ninguém interessado. Ricaços querendo status vão comprar um iPhone. Pessoas normais não tem toda essa grana.
@AntonioVeras
Acho que uma empresa que se dispõe à fabricar tal produto, deve se comprometer a garantir esse tipo de imprevisto, nem que seja por algum tipo de adaptação.
@AntonioVeras
Não sabia desse detalha sobre a Dinamarca. Aqui no Brasil, nem carro dura muito. Aqui, se um Opala e um L-200 se colidirem frontalmente, o Opala sai sem nenhum arranhão.
@AntonioVeras
"De acordo com a Æsir, a arquitetura de seus componentes internos (fixados com 20 micro parafusos iguais aos dos relógios mais sofisticados) permite a realização de eventuais manutenções sem provocar qualquer tipo de dano colateral." Trocar uma bateria é o menor dos problemas.
Patrik
Também tinha pensado nisso, mas seria só trocar a bateria a cada 4 ou 5 anos. Pelo valor do aparelho é irrisório. O problema é que com o tempo pode não fabricarem mais baterias semelhantes.
@arlyssb
Quero 2. Um de cada modelo. Pode passar no cartão de DÉBITO, por favor.
@davidpedoneze
A criação mais inútil que já vi até hoje, relacionado a celulares!
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