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Google apaga “O Poderoso Chefão” pirata do YouTube

Thássius Veloso

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Para quem nunca assistiu ao clássico de Coppola, essa foi uma das poucas oportunidades de fazê-lo. O Poderoso Chefão ficou disponível para assistir gratuitamente no YouTube por um curtíssimo período de tempo. Como se fosse uma sessão única e extraordinária de cinema. Ela chega ao fim depois que o site de vídeos intercedeu bloqueando ao acesso ao filme para todo e qualquer usuário.

Curioso nessa história é que o vídeo com O Poderoso Chefão na íntegra, com suas quase três horas de filme, foi publicado por um suposto oficial da Sony para o Reino Unido (também conhecida como Sony UK). O escritório da companhia naquelas bandas não tem autorização, até onde se sabe, para distribuir o filme, cujos direitos autorais (também onde se sabe) estão resguardados pela Paramount, uma empresa do grupo Viacom.

Vídeo não está mais disponível no YouTube

Quem acessa o endereço do vídeo publicado dá de cara com a mensagem acima: foi apagado, e o mesmo aconteceu com a conta associada a ele (tente por si mesmo nesse link). Parece, portanto, que a Sony UK está de fora do YouTube até segunda ordem.

O mesmo vale para a conta Sony UK no site de vídeos. O YouTube avisa que a conta “foi suspensa por violar a política do YouTube que proíbe conteúdo criado para se passar por outra pessoa ou usuário.”

Pouco tempo depois de tomar conhecimento do assunto, a Sony emitiu comunicado informando que a conta em questão não é nem nunca foi de sua propriedade. Portanto, algum pirata estava agindo sob nome da companhia multibilionária.

Seria bom o Google vir a público explicar o que aconteceu nessa história confusa. Como é que um usuário qualquer consegue subir 170 minutos de filme para o YouTube? Conheço muita gente que trabalha com audiovisual que nunca teve a oportunidade de enviar produções longas para o site. E como é que o sistema ContentID, que busca pirataria, não detectou nada? Esse é o mesmo utilizado pela Rede Globo para apagar vídeos que reproduzem suas novelas.

Melhor ainda seria se a companhia desse suas explicação e ainda anunciasse que comprou os direitos para distribuir (gratuitamente, claro) O Poderoso Chefão na internet.