O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, iniciou uma espécie de licitação com uma proposta interessante: angariar empresas que implementem tecnologia que permita pagar o estacionamento na cidade com o celular. Em vez de carregar aqueles tickets similares ao da “Zona Azul” em São Paulo. O programa piloto de estacionamento eletrônico está em vias de planejamento, dependendo da empresa que ganhar a licitação.

Entre os benefícios do sistema está a praticidade. De acordo com o gabinete do prefeito, o estacionamento com pagamento eletrônico evitaria que o motorista ficasse carregando moedas para todo o canto. Cabe lembrar que na Big Apple o pagamento do estacionamento é feito a um dispositivo localizado na calçada, ainda com o uso das moedinhas.

Meter, o dispositivo que recebe moedas em troca de períodos de estacionamento

Além dos celulares, o prefeito Bloomberg quer que outros dispositivos também autorizem o uso do estacionamento rotativo.

O aparelho tem que estar associado a um cartão de débito ou de crédito, de onde os fundos para pagar o estacionamento sairiam no início do período de parada. Conforme o tempo passa, o motorista poderia inclusive pagar para permanecer mais tempo naquela localidade.

Outra vantagem do sistema da perspectiva do prefeito são os avisos que ele poderia emitir para quando o tempo de permanência no estacionamento estivesse se esvaindo. Imagine só: você no cinema assistindo “Lanterna Verde” quando seu celular dispara mensagens informando que faltam 5 minutos para o período no estacionamento vencer. É algo por aí, pelo que entendi.

“O pagamento via telefone é outro excelente exemplo de como a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida dos novaiorquinos”, o secretário para Transportes disse em comunicado.

Agora é esperar para ver se o sistema adotado por Nova York realmente funciona. Talvez seja a hora de considerar o mesmo destino para as grandes cidades brasileiras que já enfrentam problemas sérios de estacionamento, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Pelo menos aqui nós não temos essa encrenca de moedinha.