Você provavelmente já viu a cena descrita a seguir em inúmeros filmes de ficção científica: o mocinho precisa entrar em uma sala que está travada por um sistema de impressões digitais, que só deixa passar a pessoa certa. Para entrar, ele usa um conveniente dedo, previamente cortado da mão da pessoa com acesso à sala. Isso se tornou uma preocupação séria de empresas de segurança, tão séria que eles resolveram remediá-la. E parece que conseguiram.

O crédito da invenção é da empresa alemã Dermalog Identification Systems. Eles desenvolveram um método para leitores de impressões digitais conseguirem diferenciar entre o tecido vivo e tecido morto, impedindo que na segunda opção a trava seja aberta. O método criado por eles consiste em detectar mudanças que acontecem na absorção de luz quando a pele é pressionada contra um leitor e o sangue sai dos vasos capilares.

Eles perceberam que quando um tecido vivo foi pressionado no leitor o espectro da absorção de luz variou entre 550 a até 1450 nanômetros, enquanto que tecido morto de três cadáveres diferentes ficaram extremamente longe dessa variação.

Dessa forma eles não só criaram um sistema que protege contra potenciais criminosos que deceparam dedos como também impede que cópias de silicone ou moldes de dedos sejam usados para tentar burlar esse sistema. E bônus: também protege contra zumbis, no caso de um surto de retrovírus.

Pode parecer um exagero, mas já existiram casos de veículos roubados em 2005 em que um ladrão usou um dedo decepado para conseguir acesso. Mas pessoalmente só ficarei mais tranquilo quando alguém criar uma tecnologia semelhante para leitores de retina.

Com informações: NewScientist.

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@ErickRezende
Primeiro você tem que desinstalar esse Vista de sua máquina...
Caio Furtado
Fudeu então, quanto tiver apocalipse zumbi, espero não encontrar uma porta dessas...
Yangm
Tenho 2 soluções para vocês ladrões de informações pessoais: 1-Agite BEM antes de usar; 2-Pegar um rato, fazer uma pequena raspagem nele até que comesse sangrar, então rapidamente costure o dedo na área em que está sangrando.
@AntonioVeras
O problema é você ser morto PREMATURAMENTE por causa delas.
Alex Ribeiro
O difícil vai ser segurar a onda de querer comer um cérebro fresquinho. :/
@Aramati_
Gentez, pra que tanta briga. Pega o manolo vivo mesmo, nao precisa ta inteiro, só vivo. Se ja ta roubando o que é um sequestro a mais? Nessas horas um Imperius seria util :)
Pedro
Não, não sou o Dexter e estou bem longe disso. Desde que uma pessoa morra mantendo suas ligações arteriais e venosas intactas seu coração pode continuar batendo durante tempo indeterminado. Pode variar de corpo pra corpo.
Bruno
Quando estiver morto e sem dedo não vou me importar com minhas senhas
Marcelo
Pode sim, mais precisa sequestrar alguém vivo para usar o acesso biométrico! há!
@EmanuelSchott
Pelo que entendi, ele detecta a circulação de sangue, um dedo morto, mesmo que recente não tem circulação.
@matmafra
Achei sacanagem, tirou a graça da brincadeira.
@AntonioVeras
Falou o Dexter. É muita inteligência do assassino arrastar um peso morto à levá-lo vivo, contra a vontade, andando com as próprias pernas. E se o cara está morto, ele está morto. Não tem essa de coração continuar batendo.
Pedro
Aff. Odeio gente burra. Se você corta o dedo de uma pessoa (morta ou não) você interrompe as correntes sanguíneas. Só sai sangue, não entra. Nesse caso, a proposta deles faz sentido. Se você mata uma pessoa e leva o corpo até o leitor de digitais, muito provavelmente a tese não funcionará, já que a corrente sanguínea ainda estará ativa (levando em conta que, dependendo da maneira da morte, o coração continua batendo durante alguns minutos) e o sangue continuará circulando entre o dedo e o corpo. Dãããã.
Alexandre
Se fizerem isso, jah vao estar criando um zumbi, ne? heauhuaheuhuaheuah
@RonnieAlves
Concordo.
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