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Chineses venderam filhos para financiar vício em games

João Brunelli Moreno

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Um casal chinês foi detido pela polícia na semana passada acusado de vender três filhos para manter seu vício em jogos online, informa o jornal local Sanxiang City. As informações dão conta de que Li Lin e Li Juan, “ambos com menos de 21 anos de idade” venderam sua primeira filha em 2009 pelo equivalente a US$ 750 para manter seu vício nos MMORPG que jogavam.

O dinheiro foi torrado em lan houses da região em bem pouco tempo, segundo o jornal. Como o “valor de mercado” das meninas é muito baixo, no ano seguinte eles tiveram outros dois filhos, ambos meninos, e os venderam pelo equivalente a R$ 7 mil cada.

Típica lan house na China com WoW ao fundo | Crédito: chinesegary

O casal só foi preso depois que a mãe do rapaz descobriu a prática e denunciou a dupla às autoridades. Ao se depararem com a pesada mão da lei, ambos alegaram que não sabiam que vender os filhos para manter um vício era uma prática ilegal, e foram devidamente encaminhados ao xilindró.

O primeiro filho do casal nasceu um ano depois que eles se conheceram, em 2008. Dias depois do parto a criança foi abandonada “por diversas horas” enquanto seus pais foram jogar em um cyber café a 30km de distância. Ao serem perguntados se sentiam falta dos filhos, o casal apenas respondeu que “não queria criá-los, mas apenas vendê-los para conseguir algum dinheiro”.

Em uma notícia similar que ganhou atenção da internet no mês passado, um estudante chinês teria vendido o rim para comprar um iPad 2.

Com informações: ABC News. Imagem sob licença CC do usuário chinesegary no Flickr.