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Ministro quer menos impostos para games

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Tem gente por aí fazendo campanha para o preço justo de produtos importados. Coincidência ou não, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nessa quinta-feira que há total interesse do governo federal em diminuir os impostos que incidem sobre o preço dos games. Ele prevê uma política que incentive a produção local de jogos, o que viria a beneficiar os brasileiros, informa o G1.

O esquema seria semelhante àquele que atualmente beneficia os tablets, também um ponto defendido por Paulo Bernardo desde que ele assumiu a pasta, no início do ano. A ideia é incentivar o desenvolvimento e a montagem de games por aqui. Ou seja, nada de importar os produtos prontos — é o que o comentário do excelentíssimo ministro dá a entender.

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações

Ministro das Comunicações defendeu barateamento do acesso à internet durante a Campus Party, em janeiro

Tenho que discordar do ministro no que diz respeito ao desenvolvimento de jogos por aqui. Se ele estiver falando dos títulos em si, menos mal, pois há inclusive cursos de graduação que visam ensinar como programar esse tipo de coisa. Já se o objeto do comentário do ministro são os consoles, aí vem problema: todo mundo sabe o que aconteceu com os últimos consoles produzidos com tecnologia nacional. Os japonses e americanos estão bem avançados do que nós nesse campo; não vale à pena tentar competir com eles.

Sugestão do leitor Gustavo Meneguelli no Twitter @tecnoblog. Valeu!

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@IvanildoIII
E a reserva de mercado está de volta...
J. Neto
Foi malz cara, mas tu falou [email protected] THUMBS DOWN
Tio Z
Gente...presta atenção...como você vai produzir um produto de alto nível aqui no Brasil com nossas cargas tributarias? Unico ramo que eu vejo que prospera aqui no Brasil no setor de Pesquisa e Desenvolvimento são os farmaceuticos e acho que qualquer um com um pouco de racioncínio percebe o preço de um remédio. Você acha que o PS3 BR a 1999 dilmas ta caro? Se tivesse sido desenvolvido e fabricado no Brasil, pode chutar o triplo disso ai FÁCIL. Tenha certeza que tem dedo Brasileiro nesses consoles em algum ponto do desenvolvimento. Nós somos um povo que exporta profissionais porque conseguimos nos qualificar mesmo entre as adversidades... mas não conseguimos absorver nossos profissionais porque não tem COMO dar um salário justo para o mesmo. E com isso, os caras são exportados para trabalhar recebendo o dobro ou triplo do que receberia numa nacional. Então não, não tem como competir com os caras antes de uma reforma fiscal e tributária.
Tio Z
Realmente montar não é o bicho de sete cabeças. Mas se monta na China pelo custo. Custo de um funcionário BR > funcionário Chinês. E lá você as leis trabalhistas são bem diferentes, nego é explorado de boa. Aqui o cara tem que pelo menos por uma fachada bacana pra fazer isso.
Tio Z
Não só a tributação. Zona Franca de Manaus não existe para te beneficiar e sim para beneficiar a região. A empresa produz ali mais barato mas na hora de comercializar, mantem o preço como se tivesse sido importado. O beneficio fica para os trabalhadores da Zona Franca que tem opções empregaticias e para as empresas que produzem mais barato.
Tio Z
Não da pra responder no comentario apropriado, mas ilimitado é 105 dilmas colega, não 69 (olha no site do próprio Battle.net).
Tio Z
Acho que você quis dizer "Apple + Foxconn + Brasil = CONSUMIDORES felizes". To pra ver um funcionário da Foxconn que seja feliz (excluindo mesa diretora).
Sooner
Sei que meu comentário não vai ter boa popularidade, mas eu vou mais além que o autor ainda. Nem mesmo para desenvolver os jogos em si nós somos capacitados. O Eduardo disse que o problema é não entender globalização e que as empresas só fazem software para outras empresas. O lance é que "fazer software para outras empresas" (sistemas de gestão) é muito mais "fácil" que fazer um pacote Office, ou uma linguagem de programação, ou um sistema operacional. Exige muito menos pessoal e a capacitação pode ser menor. E MESMO ASSIM, por incrível que pareça, a qualidade do nosso software de gestão é péssima num geral. Agora, já um jogo de última geração, é mais complicado de se fazer ainda do que uma aplicação tipo Office, e exige ainda mais talentos em números do qual não dispomos. O fato é que estamos MUITO DISTANTES de termos tal capacitação técnica. Poderíamos até fazer um super-console USANDO COMPONENTES ESTRANGEIROS, mas iria fracassar pela falta de jogos para ele, pois teria que vir o pacote completo para cá. Teríamos que produzir o console e também os jogos. Não há capacitação suficiente e nem empresa de tecnologia com dinheiro suficiente no Brasil para investir e fazer tudo isso ao mesmo tempo, e não terá tão cedo. Se hoje investirmos pesado em educação e na CULTURA CORRETA (eu diria que de preferencia imitando grande parte da cultura norte-americana), talvez tenhamos daqui há algumas décadas. Não identifico outra opção.
Humberto Mendes
E você por sua petulância.
Ednei P. de Melo
Dificuldade em produzir hardware? Que nada! Monta aí um SoC com o nVidia Tegra 3 e deixe o resto por conta de um SO aberto... &;-D
Luciano Carvalho
"Achismo"
Eduardo T.
Desculpa pelo post, mas ou eu acho que eu li uma matéria diferente da maioria dos que comentaram. Ele falou em produção NACIONAL de games, nada de importação ou montagem de consoles. IMHO, isso é a mesma coisa que nada e não tem nada a ver com jogojusto. Vide declaração : "Precisamos estabelecer uma política para o desenvolvimento de games, montagem de games aqui e de software para games também". Nem os ministros, nem a imprensa especializada entenderam sobre o que ele falou, porque ele não falou coisa com coisa. Inclusive, cada veículo transcreveu uma versão diferente da afirmação. Esta veio da Istoé. Não tem nada de positivo na afirmação dele, pode ser ainda pior para os gamers. Nosso governo, no intuito de proteger o desenvolvimento nacional, aumenta o imposto de importação, sem entender, por exemplo, que um jogo de corridas nacional, não vai substituir um Gods of War ou Call of Duty* Aplicativos pra PC também podem ser desenvolvidos aqui. Alguém conhece um software brasileiro conhecido e comprado mundialmente? As empresas que desenvolvem software no Brasil, o fazem para uso próprio ou para outras empresas. Tecnologia não é o forte do Brasil e não vai ser enquanto o governo não entender o significado de globalização. *Um Call of Duty nacional seria um "Guerra dos Farrapos?" =) O que alias, seria um bom título pra um jogo de zumbis, mas não sei se daria certo como jogo de guerra.
@AntonioVeras
Starcraft 2 por 6 meses = R$ 49,00 Ilimitado R$ 69,00
@richardmaguiar
Pessoal, sabemos que esta sendo falado aqui é sobre a redução de impostos para dar insentivo na produção de games no brasil e tambem nos consoles. Mas isso não quer dizer no desenvolvimento de um console nacional, apenas um PS3 ou Xbox 360 e seus jogos mais barato.
@rodrigorsena
Zeebo
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