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Pega por compartilhar arquivos, avó é condenada a fazer terapia

João Brunelli Moreno

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No começo do último mês de maio Anne Muir, uma jovem avó de 58 anos, se tornou a primeira pessoa na Escócia a ser condenada por compartilhar arquivos protegidos por direitos autorais na rede.

Anne Muir: condenada (imagem: BBC)

Investigações realizadas pela BPI e IFPI (Organização da Música Britânica e Federação Internacional da Industria Fonográfica, respectivamente) mostraram que a auxiliar de enfermagem disponibilizava exatas 7.493 músicas e outros 24.243 arquivos de karaokê na rede de compartilhamento Direct Connect Hub.

Segundo os órgãos, os arquivos tinham “valor de mercado” estimado em 54 mil libras, ou R$ 142 mil.

Durante o julgamento os advogados de Muir exibiram um laudo psicológico que mostrava que a mulher tem um transtorno obsessivo compulsivo que a fazia baixar e acumular arquivos de música. Na sentença lavrada nesta quarta-feira, o tribunal da cidade de Ayr condenou a vovó a três anos de liberdade condicional e a sessões de terapia para tratar de sua obsessão por baixar arquivos da rede.

“O tribunal examinou relatórios de três especialistas em saúde mental para decidir sobre o caso”, afirmou o advogado David Cook — que já marcou presença em outros casos do tipo no Reino Unido — ao site Torrent Freak. “Ainda que o tratamento psicológico que ela será obrigada a se submeter provavelmente será um benefício, sua entrada no registro criminal certamente não é algo bom”, disse.

“É alarmante que Muir não é uma empresa comercial e tampouco foi acusada de ter feito dinheiro com seu crime. Novamente a indústria fonogrática optou por perseguir alguém notável apenas por conta de sua vulnerabilidade” completou.

Com informações BBC