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LimeWire corre risco de pagar indenização bilionária para gravadoras

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Você se lembra do LimeWire, um popular serviço de compartilhamento de arquivos? Pois fique sabendo que ele vai ficar apenas na memória mesmo, para nós contarmos aos nossos filhos e netos como era a internet no início dos anos 2000. Nessa semana acontece o tão aguardado julgamento do serviço, bem como de Mark Gorton, seu criador.

O caso do LimeWire é emblemático porque ele pode ser considerado o último serviço de compartilhamento de arquivos legitimamente americano. Outros, como o Kazaa e o eDonkey, fecharam as portas faz tempo. Embora tenha resistido por um bom tempo, o LimeWire está de portas fechadas desde o fim do ano passado.

LimeWire rodando no Windows XP.

LimeWire: in memoriam.

A RIAA, a superpoderosa associação da indústria fonográfica, obviamente que quer deixar o LimeWire e seu fundador sem um tostão no bolso. Eles conseguiram emplacar a acusação de pirataria de 9.715 álbuns musicais nas costas de Gorton. O júri deverá decidir de quanto será a penalização para cada álbum pirateado por meio do P2P.

O valor mínimo a ser pago pelo LimeWire às gravadoras será de US$ 7,2 milhões, considerando-se que a indenização por cada álbum pode variar de US$ 750 a US$ 150 mil. Se eles decidirem pela maior pena, a conta de Gorton e do LimeWire vai chegar fácil à casa do US$ 1,4 bilhão.

Não pense que Mark Gorton é um pobre coitado. Ele possui uma residência no valor de US$ 4 milhões na região mais luxuosa da ilha de Manhattan, propriedade que a RIAA não hesitaria em pedir como pagamento. Ele gerencia um fundo de investimentos, além de atuar no ramo de software.

Pode-se dizer que a RIAA levou a melhor nessa disputa. Ao longo de uma década, tirou do ar cada serviço de compartilhamento que lhe incomodava. Em nenhum momento pensou em modificar o seu modelo de negócios, e continua batendo o pé nesse pensamento. Até quando?

Com informações: CNET.

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Girl
e o Frost Wire, como fica? ainda tenho ele aqui em casa, embora praticamente não use mais.
Ainda bem que uso o Shareaza desde sempe =) . Mto melhor q limewire.
EDI LOPES
quem quer P2P hoje em dia? GVT de 15mb pago HOT FILE MEGAUPLOAD e RAPIDSHARE baixo a 2Mbps e se gosto de apenas uma musica de alguem eu vou la e baixo a coletanea toda, so pra ve se tem alguma outra musica boa. Mas qdo eu gosto mesmo de uma banda ou filme ou coisa assim eu gosto de ir la e comprar original. nem que seja pra ficar guardado. As gravadoras estao na UTI. E atitudes como essa nao vao cura-las nem que por um breve momento. as pessoas querem pagar pela musica que gosta mas ninguem quer pagar R$ 50,00 em um CD isso eh abusivo. Ninguem vai pagar R$ 80,00 por um DVD.
Reinaldo Lima
Eu useu muito o Limeware, muito bom por sinal, e use nesta época mesmo , entre 2000 a 2003 , lembro também que tinha um outro serviço do genero também excelente, chamava-se Audigalaxy, este último éra bem completo, voce digitava o nome do artísta e ele trazia a vida do artista numa tela muito bonita, as gravadoras não tem do que se queixar porque antes do mp3 aparecer eles ganharam muito dinheiro, são gananciosos. Eu particularmente não compro Cds depois do advento do mp3 e as trocas de arquivos, mas digo que a qualidade de um mp3 de 320kbps para a qualidade do CD 1440 kbps, não da para comparar, sem contar que o som do mp3 quando auto fica abafado , o Cd é muito superior, então quem quer qualidade ao máximo pode comprar ainda o CD que vale a pena, só que as gravadores tem que baixar os preços, onde ja se viu, lá pelos idos de 2000 tinha CD que custava 40 reais, um preço exorbitante e hoje até ja cairam os preços, mas comprar CDs hoje de quem ??? , musica boa só de 2000 para trás esse é meu ponto de vista é claro.
Kadu
FATO!
Rafael The Mist
As gravadoras perdem muito tempo tendendo impedir que a música alcance os fãs. Deveriam se preocupar em criar alternativas viáveis de distribuição legal de conteúdo e geração posterior de lucro. Mas não, isso dá trabalho.
@AntonioVeras
Eu não estou nem aí para as gravadoras, ainda mais porque elas são simples atravessadoras. Não são elas que criam as músicas. Apenas gravam e muitas vezes exploram artistas. É sabido que cantores não vivem de venda de CDs, mas sim de Shows.
@AntonioVeras
Na visão deles, o criador do Lime criou os meios para a difusão da pirataria.
@AntonioVeras
*O cara só paga o valor do prejuízo que causou. Concordância passou longe.
@AntonioVeras
Nos EUA a lei é diferente daqui. Lá ela é punitiva, ou seja, lá as empresas e pessoas sofrem processos de altos valores para servirem de exemplo e não cometerem o mesmo "erro". Aqui a lei é reparativa. O cara só paga o valor que causou prejuízo.
Caio Furtado
Essa RIAA é uma sem graça, isso sim!
Cris
A internet tem mais de 15 anos e a indústria do entretenimento ainda não aprendeu a usar ela, analisando tudo isso é muito claro que eles são uns medrosos que tem medo de arriscar em inovação e querem usar o mesmo tipo de vendas que usavam a mais de 30 anos. O auge do lucro dessas indústrias foi nos anos 80 e 90, com o avanço da computação e a troca rápida de arquivos é obvio que maioria não vai querer mais pagar para ouvir musicas e o lucro de vendas de músicas despencou. Acredito que tenha muita gente inteligente e que quer inovar que trabalha nessas indústrias, mas por algum motivo qual quer eles são muito lentos em inovação e demoram de mais pra perceber a realidade do seu próprio mercado.
Ramon Melo
As gravadoras ficam processando os outros apenas por vingancinha mesmo. Todo mundo, incluindo eles mesmos, sabe que elas foram as grandes derrotadas na guerra contra o P2P.
Kadu
Essa pena mostra que a RIAA tem poder e que é para os outros, do mesmo barco do LimeWire, se assustarem :)
Michael Felipe
Essa pena mostra apenas que o LimeWire tem dinheiro....
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