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Metas do PNBL para 2011 não serão cumpridas

Thássius Veloso

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Quando estão falando para o público, tanto a presidente Dilma Rousseff como o ministro das comunicações Paulo Bernardo fazem questão de defender o Plano Nacional de Banda Larga com unhas e dentes. A realidade, no entanto, é outra. Está confirmado: a meta do PNBL para esse ano tornou-se impossível de ser realizada.

O alerta foi dado pelo presidente da Telebras, Rogério Santanna, em entrevista à Agência Brasil.  Santanna afirma que o governo cortou R$ 50 milhões do orçamento anual da estatal, o que vai comprometer em cheio a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. A meta do governo era instalar a internet popular em 800 municípios até o fim do ano, o que provavelmente não vai mais acontecer.

Embora esteja fazendo uma crítica ao governo federal, Santanna admitiu que é natural reduzir o ritmo de gastos no início de uma nova administração — no caso, da presidente Dilma. O contrato de uso da fibra ótica da Telebras já foi assinado, dependendo apenas da homologação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Ainda falta assinar o mesmo tipo de contrato com a Petrobras, para usar também a infraestrutura de telecomunicações da estatal de petróleo.

Ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, defendeu banda larga popular por R$ 30 mensais durante Campus Party 2011 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com o presidente da Telebras, as empresas de telefonia não têm interesse em disseminar a internet popular porque isso canibalizaria o seu serviço mais lucrativo, o tráfego de voz. Santanna disse que os usuários de baixa renda poderiam trocar o uso do telefone fixo ou celular por solução de VoIP, como o nosso querido Skype.