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Profissionais de TI de São Paulo declaram estado de greve

Trabalhadores pedem aumento salarial real de 11,9%.

Thássius Veloso

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É greve. O sindicato que responde pelos trabalhadores ligados à Tecnologia da Informação no Estado de São Paulo, o Sindpd, declarou esta segunda-feira como início da greve de todo o setor. Faz tempo que os profissionais de informática vêm negociando com os empresários, em busca de melhorias em suas condições de trabalho, o que não foi totalmente aceito.

Entre as reinvindicações do Sindpd, a mais latente é o aumento real do salário em 11,9%. Enquanto isso, o empresariado fez uma contra-proposta na qual aceita bancar um aumento de apenas 6,47%, o que apenas repõe a inflação do período. As demais solicitações, como vale-refeição de R$ 15 por dia de trabalho e ampliação dos pisos salariais, foram completamente negadas.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou a intermediar a negociação entre o Sindpd e os empresários. Pela proposta do MPT, haveria um meio termo entre o que os trabalhadores pedem e o que os empresários estão dispostos a conceder. A assessoria de imprensa do Sindpd diz que a proposta foi considerada “satisfatória” pela sindicato, mas mais uma vez negada pelo empresariado.

A greve que se inicia hoje não tem data para acabar. O Sindpd afirma que só recua quando “acontecer um acordo ou houver uma sentença da Justiça do Trabalho”. Também não há previsão de novas reuniões com o empresariado, embora “eles possam solicitar a retomada das negociações a qualquer momento”.

Embora a greve esteja valendo, ela é afetada pela quantidade máxima de paralisações que a lei permite. Em reunião com o MPT, ficou determinado que 80% dos serviços ligados ao Estado e à Prefeitura teriam de ser mantidos, bem como serviços como PoupaTempo, arrecadação de impostos, atendimento da rede pública de saúde, segurança e serviços judiciários, emissão de nota fiscal eletrônica e arrecadação de tributos. No setor bancário, o sindicato viu-se obrigado a garantir que 60% dos serviços ligados à compensação bancária sejam mantidos.

De acordo com o Sindpd, houve paralisação total na companhia Indra, que presta serviços à Telefônica, e também na ConnectCom, que atende a Caixa Econômica Federal. Paralisações também estão ocorrendo no interior, em cidades como Santos, Jundiaí, Ribeirão Preto e Araraquara.

Nas estatais há operação padrão, que consiste em iniciar o expediente com uma hora de atraso e negar-se a fazer hora extra. “O mesmo ocorre em algumas empresas que prestam serviços essenciais”.

Questionado sobre o número total de trabalhadores em greve, o Sindpd não soube informar esse número.