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A responsabilidade de um blogueiro sobre seu domínio virtual

Thiago Mobilon

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Antes de ler este artigo peço que leiam o “Cansaço, Vergonha e frustração”, publicado hoje pelo Bruno Alves. A intenção era escrever o meu ponto de vista sobre o assunto, mas resolvi postar aqui.

O caso do Imprensa Marrom é lamentável mesmo, porém, penso que erros graves foram cometidos dos dois lados. É de responsabilidade dele o que é publicado no blog dele, afinal, o mesmo poder que um post tem para difamar, um comentário também tem.

  • O erro da Imprensa Marrom

Por exemplo, uma pessoa poderia entrar aqui e fazer diversos ataques pessoais ao Bruno. Eu sou a única pessoa que teria o poder de controlar a exibição deste comentário e, logo, eu seria o único responsável por permitir que o mesmo seja publicado.

Isso gera controvérsias, é óbvio, mas pense bem, se nós blogueiros queremos ter um poder de influência na mídia, precisamos antes ter consciência da responsabilidade que este poder nos traz.

Queira ou não, há uma enorme diferença entre uma ligação telefônica difamadora, e um comentário em um site que está exposto na internet para o mundo inteiro. Além do mais, uma empresa de telefonia não tem controle algum sobre o conteúdo das ligações, e isso retira da mesma qualquer responsabilidade sobre o tema destas.

A internet é um meio de divulgação extremamente forte, e, mesmo que não pareça, qualquer site que esteja no ar tem capacidade de gerar alguma polêmica, independente do tamanho ou popularidade do mesmo, afinal, se a matéria no caso da condenação era antiga, com certeza o autor do comentário veio de um sistema de busca.

  • A (in)justiça brasileira

Os erros da justiça brasileira no caso são evidentes. Primeiro, por efetuar uma condenação a revelia, e segundo, por fazê-lo sabendo(ou não) que não fora o proprietário do site o responsável pelo comentário.

O fato é que a única atitude que a justiça deveria ter tomado é a básica que se aplica(ou pelo menos deveria) em qualquer caso deste porte: avisar o acusado, obrigando-o (se fosse necessário) a retirar a difamação do ar, afinal, como já falei só ele tem o poder de fazer isso ;).

Caso o mesmo se negasse a obedecer a ordem, então as providências seriam tomadas, baseando -se no fato de que agora ele se tornara um cumplice das difamações.

Analize bem, praticamente todos os sites que permitem interação com os usuários possuem regras e filtros para comentários considerados inapropriados. Da mesma forma que o Google pode e está sendo processado por “permitir” comunidades racistas, nazistas e pedófilas no orkut, ou por não controlar perfis falsos e scraps maliciosos, um blogueiro também pode ser por permitir a veiculação de um conteúdo danoso em seu site.

Me coloco à disposição de todos os blogueiros para apoiar a Imprensa Marrom. Acredito que a confusão poderia ter sido evitada não fosse a indiferença do blogueiro ao aprovar a exibição do comentário, porém, senti que o mesmo o fez sem a intenção de difamar ou prejudicar alguém, e é exatamente isso que a justiça deveria ter analisado antes de sair condenando de forma tão grotesca este cidadão brasileiro.