A discussão está ficando antiga: até que ponto uma pessoa pode usar as redes sociais para falar de seu trabalho? Principalmente falar mal, claro. Tem empresa – brasileira, inclusive – que manda o funcionário embora sem dó nem piedade, como no caso de uma editora famosa que colocou na rua um jornalista que falou mal de outra publicação.

Nos Estados Unidos a coisa pode ficar um pouco diferente depois que foi terminada uma ação judicial de uma funcionária que foi demitida. Dawnmarie Souza foi demitida depois de fazer comentários negativos sobre o seu ex-chefe. Depois de xingar muito no Facebook, ela foi mandada embora. Depois de um tempo, entrou com a ação e acaba de receber resultado favorável.

Quem entrou nessa história foi uma entidade de classe que defende os interesses dos trabalhadores. A NLRB ajudou no processo, argumentando que a funcionária fez os comentários em um computador pessoal e num momento particular, no qual não estava trabalhando para a empresa que anteriormente pagava seu salário. Sua liberdade de expressão estava resguardada, pois.

Segundo a NLRB, todos os funcionários têm direito de expor sua opinião sobre a empresa. Existe até mesmo uma lei federal americana que garante a livre discussão de condições de trabalho e salários, sem que o funcionário corra o risco de ser mandado embora.

Isso de acordo com a entidade de classe americana NLRB

A empresa de Dawnmarie respondeu à ação dizendo que havia recebido reclamações acerca de seu trabalho, e que por isso mandou a mulher embora. Depois de ser processada, acordou em pagar um valor não revelado para a ex-funcionária. Além disso, a empresa (que opera ambulâncias) concordou em revisar a sua política interna de uso das mídias sociais.

É bom notar que Dawnmarie fez os comentários bem longe do escritório. Se ela estivesse falando mal do chefe no horário em que deveria estar trabalhando, provavelmente essa ação teria um desfecho diferente.

Com informações: Digital Trends.