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Livros do Google deverão ser liberados depois de 7 anos

João Brunelli Moreno
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A comissão de educação e cultura da União Europeia determinou na última segunda-feira que todo material impresso digitalizado pelo Google deverá ser livremente disponibilizado para uso comercial depois de um período de sete anos. A medida pretende “encorajar o surgimento de novas empresas que ajudem a preservar a herança cultural europeia”.

“Nós acreditamos que existe um bocado de oportunidades para novos competidores conseguirem enfrentar o Google”, afirmou Maurice C. Levy, CEO da agência de publicidade Publisys e membro do conselho responsável pela decisão. Para o executivo, o gigante da web tem tido “papel fundamental” no processo de digitalização de materiais culturais como livros, pinturas, mapas, filmes ou fotografias, mas “não é saudável que exista apenas um competidor neste campo”.

Segundo Androulla Vassilou, comissária para educação e cultura, o período de sete anos foi determinado depois de entrevistas com especialistas que “determinaram o tempo necessário para que a empresa recuperasse o investimento feito na digitalização do material” e que a medida teve o apoio da comissária de assuntos digitais, Neelie Kroes. Durante este período de uso preferencial, o Google terá exclusividade sobre o material disponibilizado na rede, em sites como o Google Books Library Project.

Al Verney, porta-voz do gigante da web, afirmou em entrevista ao jornal New York Times que inicialmente sua companhia desejava que o período de exclusividade fosse de 15 anos, e que sua curta extensão “entra no debate sobre a importância de se preservar heranças culturais e de popularizar seu acesso”.

A publicação lembra que outros membros da comissão de educação e cultura da UE também aproveitaram o encontro para pedir aumento da verba do Europeana, portal sem fins lucrativos que também se propõe a digitalizar livros, fotografias, mapas, filmes e músicas e coloca-los na rede. O site afirma que atualmente tem 15 milhões de itens na web, mas que o número “é uma pequena fração diante do conteúdo de todas bibliotecas do continente”. “Com a verba necessária para a pavimentação de apenas 100km de estradas, seria possível escanear 15% deste acervo”, afirmou a comissão.

João Brunelli Moreno

É jornalista, publicitário e usa a internet desde mil-novecentos-e-monitor-de-fósforo-verde. Não está certo se gosta de gadgets por eles serem poderosas ferramentas de comunicação que têm papel fundamental na difusão de conhecimento ou porque eles têm luzinhas brilhantes que piscam toda hora.

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