Esse pessoal da indústria de telecomunicações não perde a chance de ficar calado. Respondendo à FCC, espécie de Anatel norte-americana, a AT&T disse que jogos online não deveriam fazer parte do conceito de “banda larga” e que o serviço deveria ser cobrado a parte.

Em carta ao órgão, a AT&T disse que “para americanos que atualmente não possuem serviço de banda larga cabeada, a principal preocupação não é a habilidade de participar de jogos em tempo real [jogos online], mas obter acesso significativo aos recursos da internet e comunicações via email confiáveis e outras ferramentas básicas que a maior parte do país tem esperado como algo garantido”. Em outras palavras, se a AT&T não considera os jogos como parte da banda larga “básica”, poderá achar interessante cobrar a mais pelo serviço.

A operadora chegou a admitir que no futuro poderia considerar o gaming online como fundamental para o conceito de banda larga, mas que por enquanto esse não é o anseio do americano que ainda não tem acesso à internet de alta velocidade.

Quem não gostou da carta foi a Entertainment Software Association (Associação de Software de Entretenimento). Kenneth Doroshow, vice-presidente sênior da ESA, disse que o jogo online, o que a AT&T considera como apenas uma aspiração do norte-americano, “não é menos importante para o futuro da internet do que o email e a navegação foram no passado e são nos dias de hoje”. [Ars Technica/Dvice]

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Tiago César Oliveira
Que seria de mim sem meus joguinhos online? Esse papo de que games online "não fazem parte da vida do cidadão" é algo extremamente relativo...