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PM de São Paulo adota viaturas com tecnologia similar à do Street View

Thássius Veloso

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Parece-me que o alto comando da Polícia Militar de São Paulo finalmente percebeu que a bandidagem tem que ser combatida com armas, sem sombra de dúvida, mas também com muita inteligência. Nessa semana a PM apresentou um projeto novo de segurança pública que inclui o uso de câmeras e de GPS, equipando as viaturas com algo muito próximo do que os carros do Street View já apresentam atualmente.

Um GPS será instalado nas viaturas de polícia, bem como um computador de bordo. Vai ser a partir dessa combinação tecnológica que os policiais terão acesso a uma série de dados que os ajudarão a fazer um patrulhamento mais eficiente na capital paulista (inicialmente, mas o desejo da PM é de expandir o projeto para outras cidades). Esse sistema vai avisar os policiais quando eles se aproximarem de um  estabelecimento comercial que apresenta denúncia de venda de drogas, por exemplo.

Câmera instalada em viatura (TV Estadão)

Mas a localização por satélite não servirá apenas para mostrar os pontos de interesse (!) dos policiais. Quando o sistema detectar que uma rota é perigosa, a título de exemplo, terá como alertar os policiais sobre isso. E mais: os supervisores terão controle de onde eles estão e ficarão aptos a mandar mais reforços caso isso se faça necessário.

O trajeto do patrulhamento poderá ser armazenado para consulta futura, e um mapa de viaturas mais próximas dará a chance do policial pedir auxílio se preciso.

Esse sistema vai custar cerca de R$ 32 milhões nos próximos dois anos, com R$ 12 milhões previstos para o ano que vem. Serão 4 mil viaturas com GPS e computador de bordo instalados num primeiro momento.

Já as câmeras de vigilâncias serão instaladas nos carros para que a ação dos policiais seja monitorada. Esse vídeo ficará salvo e depois será transferido para os servidores da PM sem intervenção dos policiais, garantindo que o agente público não altere as gravações conforme seus interesses próprios. O sistema é semelhante ao que já pode ser encontrado em cidades dos Estados Unidos, nas quais os policiais são vigiados com direito a revisão das imagens e divulgação pública.

O único problema do sistema de câmeras é o preço: R$ 2 milhões por mês, um valor considerado alto pela PM de São Paulo.

Esperemos que funcione.

Com informações: Estadão.com.br.