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Apple bate recorde de receita; Jobs fala sobre Android e iPad de 7″

Juarez Lencioni Maccarini

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A Apple acaba de terminar a transmissão de sua prestação de contas sobre seu quarto trimestre fiscal, com direito a participação (e as alfinetadas) de Steve Jobs e sessão de perguntas e respostas com jornalistas. Veja abaixo os destaques dos números da conferência:

  • Como de costume, a Apple bateu seu recorde, fechando este trimestre com receita de US$ 20 bilhões pela primeira vez na história, cerca de 67% mais do que há um ano.
  • O lucro líquido da empresa foi de US$ 4,31 bilhões, valor cerca de 70% maior que no mesmo período em 2009.
  • As vendas de iPhones cresceram 91% em relação a um ano atrás, com mais de 14 milhões de unidades comercializadas no trimestre.
  • Foram vendidos 800 mil Macs, e cerca de 400 mil foram o primeiro Mac da pessoa.

Jobs aproveitou a prestação de contas para alfinetar a concorrência e dispersar rumores.

Em um movimento incomum, Steve Jobs resolveu dar o ar da sua graça na prestação de contas. “Eu não poderia deixar dar uma passada para o nosso primeiro trimestre de US$ 20 bilhões,” disse ele. E disse mais, muito mais:

“Passamos a RIM [fabricante dos BlackBerries] e eu não os vejo nos alcançando em um futuro próximo. Eles precisam sair da zona de conforto e se tornar uma empresa de plataforma de software.”

“Diferentemente do Windows, que possui a mesma interface em qualquer computador, o Android é muito fragmentado. Compare isso com o iPhone, onde toda interface é idêntica.”

“Nós achamos que essa discussão de aberto contra fechado é apenas uma cortina de fumaça para esconder a verdadeira questão: o que é melhor para os usuários, fragmentado ou integrado? […] Nós acreditamos que integrado ganhará de fragmentado sempre.”

“[Tablets de sete polegadas] são inúteis […]. Fizemos extensos testes em interface de usuário por muitos anos e acreditamos que dez polegadas é o tamanho mínimo para um tablet. Os usuários já terão um smartphone no bolso, não faz sentido abrir mão de espaço na tela.”

“Até o Google está dizendo para as fabricantes não usarem o [Android versão 2.2] Froyo. O que significa quando seu provedor de software está lhe dizendo para não usar o software deles? E o que significa quando você o ignora e o usa de qualquer maneira?”

“Nossa meta é fazer os melhores [smartphones] no mundo, não os maiores — como vocês sabem, a Nokia é a maior, e nós os admiramos por fabricarem tantos dispositivos quanto ele fazem. Mas nós não queremos ser como eles — queremos ser como nós, e fazer os melhores aparelhos.”

Tudo isso foi a participação surpresa de Steve Jobs na conferência (parece que ele queria desabafar). Houve ainda alguns comentários do Diretor de Operações Tim Cook (“mais do que a pressão para aumentar o número de operadoras, temos a pressão de suprir as atuais parceiras com estoques do iPhone 4”, falou ele sobre a dificuldade de suprir a demanda do aparelho), mas foi Jobs que fechou a noite, respondendo a uma pergunta sobre a vantagem de preço do iPad:

“Parte do motivo [da vantagem de preço] é porque nós fizemos toda a engenharia dele nós mesmos. O chip A4 é nosso, tudo —  da química da bateria a todo o resto do dispositivo — é nosso. Aprendemos muito com o iPod, somos uma grande fabricante de eletrônicos de consumo. [O iPad] é o produto para o qual estivemos nos preparando ao longo da última década,” encerrou Jobs.

Com informações: Apple.