Ainda no clima de guerra contra as autoridades chinesas, o Google pode estar trabalhando junto do governo norte-americano para fazer com que qualquer tipo de censura na web pelo mundo seja considerada um crime e que esteja sujeita a punições estipuladas pela Organização Mundial do Comércio.

Durante uma audiência em Washington, o diretor de comunicação do gigante da web, Robert Boorstin, afirmou que “assim como outras empresas, o Google acredita fortemente que a censura na internet também é um obstáculo a liberdade de mercado”, citando que em alguns casos, oferecer resultados limitados em suas buscas pode dar vantagens consideradas “desiguais” a concorrentes locais.

A ideia é fazer com que países como a China – grande polo de produção de gadgets de todos os tipos que são vendidos em todo o mundo – estejam sujeitos a sanções comerciais e a multas por limitar o que seus cidadãos podem ou não podem acessar na web.

Como lembra o site Register, apesar de poder demorar “anos” por conta de burocracia, a medida pode ser aprovada principalmente porque a China não pediu por exceções envolvendo suas comunicações online quando assinou sua entrada na OMC em 2001.

Desde janeiro o Google está envolvido numa queda de braço com o governo chinês, que acusa de promover a invasão a contas de e-mail de dois defensores dos direitos humanos no país, ao mesmo tempo que também responde por processos nos EUA e na Europa por violações de privacidade ao usar os carros do serviço Street View para rastrear redes de internet sem fio de residências e comércios.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Alexandre
Nao é só o google que quer isso nao, eu tambem!!! Acho que se tiver que ter uma censura, que ela seja feito nos aplicativos (browser e etc), e nao no conteudo da net.
Hernani
Uma ótima atitude para uma grande empresa, no entanto isso vai render muito trabalho, e é uma coisa para se fazer a longo prazo
gsctt
É aquela velha história do Universalismo vs. Relativismo. No entanto, com o fortalecimento dos laços internacionais e da dependência recíproca entre os países, a tendência é instituirmos regimes de controle que vão do global ao regional. No entanto, não é a internet que segue as regras, mas as regras que correm atrás da internet. =P
Vitor
Se o google quer, o google faz, e ponto!! rsrs
João Pedro C. Motta
Acho que os brasileiros não gostariam disso..
@Athosbr99
The Pirate Bay não curtiu essa ideia.
João Pedro C. Motta
Eu concordo com o Mobilon, porem, acredito que na internet deve poder escrever o que quiser sem ser censurado, a não ser que isso descumpra certas leis, como racismo e afins.. Pois falar mau da china na china é quase (se nao é) proibido.. se é que entendem o que eu quero dizer
Rafael
Têm muitos países que não podem decidir que leis querem seguir ou não, a cultura e a tradição deles seguram valores que no fim são as reais imoralidades que eles tanto tentam remover do país.
Luccas Florencio
To falando ! vamos ter um constituição mundial logo logo ! com uma policia da internet que cuida de tudo ! alguem se candidata a trabalhar nela ?
Thiago Mobilon
Tá, mais isso exigiria uma espécie de leis universais, válidas para o mundo todo. Se as leis de cada pais não forem cumpridas dentro da rede, então a internet vai virar uma zona só.
Rafael
Eu já espero que as brechas se abram sim, pois não deve ter nenhum tipo de censura mesmo... A "lei" seria "não se pode impedir que o conteúdo da web (livre) seja acessado. Para punir pedófilos e semelhantes a sociedade inventou outras leis separadas dessa. E quem é você ("você" num sentido geral, não estou me referindo à você) para decidir o que é abominável e deve ser bloqueado ou não?
Sr. Sem Papo
A google trabalha bem. Mato a pau os cn.. :P
Onisciente
Essa medida, se aceita e posteriormente implementada, pode ser bastante interessante. Mas ela tem de ser muito bem regulamentada, pois pode abrir brechas para sites com conteúdo racista, que façam apologia ao uso de drogas, pedofilia e outras coisas abomináveis possam divulgar suas ideias livremente. Então, até lá, espererm que regulamentem de forma sensata essa nova medida.