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MacBook Pro perde recomendação devido a inconsistências na bateria

É a primeira vez na história que um MacBook não recebe selo de recomendação da Consumer Reports

Paulo Higa

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As baterias dos novos MacBooks Pro estão recebendo muitas críticas: os consumidores reclamam que a duração fica muito abaixo das 10 horas prometidas pela Apple. Agora, a história ganhou mais um capítulo: a Consumer Reports não deu o selo de recomendação aos laptops, devido às grandes inconsistências de autonomia durante os testes. É a primeira vez na história que isso acontece com um MacBook.

Segundo a Consumer Reports, revista publicada por uma organização sem fins lucrativos, o MacBook Pro de 13 polegadas com Touch Bar aguentou 16 horas no primeiro teste, 12,75 horas no segundo e 3,75 horas no terceiro, sempre executando os mesmos procedimentos. A maior inconsistência foi detectada no modelo de 13 polegadas sem barra OLED, que atingiu 19,5 horas num teste e 4,5 horas (!) no seguinte.

A variação na autonomia não costuma passar de 5% entre os testes. Eles são feitos em ambiente controlado e consistem em acessar dez páginas de maneira sequencial, sempre com o brilho da tela em exatamente 100 nits, até a bateria acabar. A autonomia relatada pela Consumer Reports nas análises é a média obtida nos testes — no entanto, “com os números muito discrepantes que encontramos nos testes do MacBook Pro, uma média não refletiria o que o consumidor encontraria no mundo real”.

O problema parece estar relacionado a alguma falha do macOS, já que a Consumer Reports decidiu repetir os experimentos com o Chrome em vez do Safari e, desta vez, a autonomia foi consistente entre os testes — apesar disso, a revista não divulgou qual foi a duração obtida, já que esse não é o procedimento padrão. No MacBook Pro de 13 polegadas da geração anterior, a autonomia média ficava em 19 horas, mais que o dobro das 9 horas prometidas pela Apple.

A retirada do selo de recomendação da Consumer Reports é mais uma prova de que as baterias da Apple não andam bem. Na semana passada, a empresa liberou uma atualização do macOS que remove a estimativa de tempo restante de bateria, algo que existia desde… sempre. Coincidentemente (ou não?), na mesma semana, a Apple publicou vagas de emprego para engenheiros especializados em baterias.

Eita.