Um erro de engenharia considerado “primário” pode ter sido a causa dos incêndios do Galaxy Note 7. É o que concluiu o relatório da empresa de engenharia industrial Instrumental. O problema pode ter gerado um custo de mais de US$ 20 bilhões à Samsung, e acarretou na descontinuação do produto.

note-7-aviao

Os engenheiros da Instrumental conseguiram “dissecar” um dos poucos Galaxy Note 7 ainda disponíveis no mercado (mantendo um extintor por perto, é claro), e perceberam que não havia espaço suficiente para a bateria funcionar com segurança.

Segundo o relatório, a decisão “super agressiva” da Samsung de maximizar o desempenho do aparelho sem abrir mão de um design extremamente fino fez com que não houvesse o espaço recomendado de aproximadamente 10% entre a carcaça e a bateria. No Galaxy Note 7, essa “folga” deveria ser de 0,5 mm. Os engenheiros descobriram que ela simplesmente não existia.

galaxy-note-7-interno

Quando carregadas, as baterias “incham” um pouco, e ainda sofrem com pressões externas do uso diário, quando o smartphone é colocado no bolso, por exemplo. Os engenheiros concluíram que, devido à falta das margens de segurança, essas situações podem ter feito com que componentes internos da bateria, que não deveriam se tocar, se tocassem, provocando faiscas, aquecimentos e, consequentemente (em alguns casos), explosões. “Isto quebra uma regra tão básica que deve ter sido intencional”, afirma o relatório. O texto completo pode ser conferido no blog da empresa.

Apesar das críticas positivas, a Samsung não conseguiu manter o Galaxy Note 7 no mercado após os inúmeros relatos de explosões e de aparelhos pegando fogo. Mesmo assim, o problema parece não ter afetado a confiança dos consumidores na marca.

Com informações: Digital Trends

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Piero Lourenço

Claro que não... a Apple nunca errou ? Agora tirou o tempo de autonomia do MacOS.. porque será ?

Jarbas Coqueiro

Bateria menor e menos equipamentos

fernandu z-luciu
cabuuuuuummmm mas que merda kkkkkkkkkkk
Dario Coutinho
Essa punhetagem por celular fino, sabia que ia dar merda. Além de render pouca bateria...aff
Doug
É a gourmetização do design e o escracho à segurança e usabilidade.
Sckillfer
Já havia lido que essa poderia ser a possível causa a um bom tempo no AA, agora confirmaram. Ótimo, pronto pro lançamento dos refurbished (os rumores são de que ela vai vender os refurbished nos mercados emergentes). E mais uma vez: se a bateria fosse removível... Nada disso teria acontecido.
Sckillfer
Sim, mas o maior erro da Sammy não foi na engenharia, foi em como lidou com o problema de engenharia... Alarmismo e tiro no pé.
FABIO NEVES
Não bastava então a Samsung diminuir o tamanho das medidas da bateria no recall? Colocava-se uma que deixasse os 0,5 de segurança e pronto, resolvido! Sei lá.... Nesse momento parece engenharia de obra pronta.
Vinicius Araujo
O problema não é ser fino, o problema é sacrificar medidas de segurança para ser fino. E o Moto Z tem uma bateria com capacidade consideravelmente menor.
Daniel Honorato
Qual o problema de celular ser fino?, não estou vendo nenhum moto z explodindo...
Fábio Moser
Hahaha... deve ter sido isso
diegomelo
hahaha eu também ri quando vi essa foto. Mas, pensando bem, eu teria feito a mesma coisa :P
Christopher Domiciano
Acho que ligaram o f***-se e resolveram arriscar.
Deilan Nunes
“Isto quebra uma regra tão básica que deve ter sido intencional”, os engenheiros ja de saco cheio com o pessoal do design
Fabricio Augusto
Mesmo assim, o problema parece não ter afetado a confiança dos consumidores na marca.
Mas tb né
Exibir mais comentários