Início » Carro » Carros elétricos poderão recarregar a bateria sem usar cabos num futuro não muito distante

Carros elétricos poderão recarregar a bateria sem usar cabos num futuro não muito distante

Fabricante anunciou parceria com a Brusa, uma fornecedora de peças para grandes montadoras

Jean Prado Por

A Qualcomm anunciou nesta quarta-feira (29) que fechou uma parceria com a Brusa, empresa que fornece peças para grandes montadoras de carros. Os termos do acordo incluem o licenciamento do Carregamento Veicular Sem Fio (WEVC, na sigla em inglês), o que dá direito à Brusa de desenvolver e distribuir a tecnologia para as fabricantes parceiras de carros.

Este é mais um passo da Qualcomm para levar o carregamento sem fio de veículos para o mercado, fazendo com que carros elétricos comprados por consumidores comuns possam ser carregados sem nenhum cabo em um futuro não tão distante. A Brusa é parceira de fabricantes como BMW, Fiat, GM, Honda, Hyundai, Volvo e Volkswagen.

Não é a primeira vez que a Qualcomm avança para levar essa tecnologia à frente. A WEVC foi anunciada na CES 2013 e no final do mesmo ano a empresa havia implantado o carregamento por indução magnética na Fórmula E, uma espécie de Fórmula 1 baseada em veículos movidos à energia elétrica.

O vídeo acima, publicado pela Qualcomm em outubro de 2013, explica como a tecnologia funciona (que também pode ser chamada de Halo). Basicamente, uma base de carregamento posicionada embaixo do veículo transfere a energia para um receptor dentro do carro, que leva a carga para as baterias.

Há uma grande expectativa da fabricante em relação à Halo: além de vagas de estacionamento com o transmissor de carga, a Qualcomm diz que será possível implementar o carregamento sem fio em faixas de estradas. Assim, carros poderão fazer grandes viagens sem se preocupar com a bateria e, consequentemente, os carros elétricos do futuro poderão ter baterias menores, reduzindo assim o preço e o peso do veículo.

Com a parceria, Josef Brusa, CEO da Brusa, anunciou que a companhia está “determinada em tornar realidade o carregamento sem fio [de carros]”. Brusa também comentou que está negociando com as principais fabricantes de veículos para levar a tecnologia WEVC ao mercado num “futuro próximo”.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Papibaquigrafo
shaolinmaru, ok, energia eterna nem pensar, mas nesses carros convertidos no fundo do quintal, um alternador desses fortes de hoje em dia, com mais de 100ah, não daria uma boa sobre vida? Ou a enegia gerada para girar o alternador é maior do que a energia gerada por ele?
Vagner "Ligeiro" Abreu
Poxa! Quem não queria se sentir no "Top Gear 3000"? :)
Rafael Costa
Fora que isso quebra a segunda lei da termodinâmica!
shaolinmaru
Por que o alternador normal só precisa carregar uma bateria "pequena" com capacidade de 12v/48ah (576 Wh). Adicionar um segundo banco de baterias aumentaria o peso do carro, logo, faria com que fosse necessário mais energia para movimentá-lo e a carga acabaria mais rápido. Baterias de elétricos possuem capacidades maiores, o que consequentemente precisará de um alternador maior e, de novo, sendo necessário mais energia. Como os tempos de carga desses carros é muito alto, só seria eficiente se o consumo, como um todo, fosse menor do que a capacidade de carga do alternador. Para efeito de comparação, [info by Wikipedia] o banco de baterias do Tesla S padrão, por exemplo, pesa 402 kg e fornece 60 kWh. Tem autonomia 370 km, a uma velocidade constante de 89 km/h e segundo a Tesla carrega por completo em pouco mais de 9h (usando a tensão 240V/220V).
Thiago Sabaia
Por que seria zoeira?
shaolinmaru
Me diz, por favor, que seu comentário foi de zuera.
Thiago Sabaia
As vezes acho que existe algum acordo com governo e montadoras ou quem tenta lançar um carro auto sustentável morre. Um carro normal utiliza um alternador que gera eletricidade e carrega sua bateria de arranque, certo? Se pegar um alternador mais potente, colocar ele em um carro elétrico e por mais um banco de bateria, enquanto o carro elétrico estiver andando, ele estará gerando energia para esse segundo banco de baterias. O banco principal descarregou? O segundo entra em uso, e o primeiro passa a carregar pelo alternador. E assim vai infinitamente. Ou seja, o carro seria carregado na tomada apenas na fabrica, depois ele carregaria suas baterias conforme estivesse em uso. Uma tomada seria necessário apenas para quem descarregar ela por completo usando o carro parado e/ou carregar as duas baterias antes de uma viagem fazendo que ele não precise usar esse gerador durante um período e tenha maior desempenho, já que a força estaria toda voltada para as rodas.
Thiago Sabaia
O governo sem ganhar dinheiro com o combustível iria cobrar taxas mensais para poder utilizar o carro, com a desculpa que oferece energia nas estradas e tal.
Juan Lourenço
Se for eficiente como o carramento por cabo (que já demora umas boas horas), é ótimo. Vejo mais como uso em estacionamentos públicos (shoppings, prédios comerciais...) ou se o preço for baixando, na garagem de casa mesmo, só chegar e tá carregando, sem precisar ligar o cabo. Agora colocar na estrada pra nunca ter que recarregar? Sem a menor chance, imagina o preço de cada placa, que ocupa, digamos 1m². Agora coloque isso vezes muitos kilometros...