Se óculos no melhor estilo Google Glass já são uma invenção incrível, o que dizer de lentes de contato inteligentes? A ideia soa bastante futurista, mas já está sendo estudada por pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. E esta não é a única parte interessante: os cientistas estão apostando em uma impressora 3D para produzir os componentes.

Não é uma impressora 3D qualquer. Desenvolvido pelos próprios cientistas, o equipamento é capaz de imprimir compostos com LEDs minúsculos em vez de plástico ou outros materiais sólidos mais comuns. No caso das lentes em questão, a impressora faz com que elas sejam constituídas por cinco camadas.

Lentes - impressora 3D

A primeira é uma espécie de anel de nanopartículas de prata que serve como meio condutor de um circuito. As duas camadas conseguintes, feitas de polímero, têm entre as suas funções transferir corrente elétrica para a quarta camada que, por sua vez, contém os elementos que correspondem aos LEDs. A última e mais externa camada funciona como cátodo.

Lentes - 5 camadas

Com os devidos ajustes, estes materiais podem fazer com que as lentes exibam informações luminosas ao utilizador. Não é de se estranhar, portanto, que a Força Aérea dos Estados Unidos esteja financiando o projeto: a instituição espera que pilotos de caça possam se beneficiar da invenção.

Além de fornecer informações importantes para o sucesso de missões, sensores nas lentes conseguiriam detectar o estado de saúde do piloto – biomarcadores em fluídos oculares podem constatar fadiga, por exemplo.

Mas, até que a invenção possa ser efetivamente usada para as finalidades esperadas, há um longo caminho a ser percorrido. Entre os desafios está o de fazer com que as lentes se encaixem perfeitamente, já que o formato do globo ocular varia de pessoa para pessoa.

A impressora 3D, que levou dois anos para ficar pronta

A impressora 3D, que levou dois anos para ficar pronta

Há também preocupação com possíveis efeitos adversos. O seleneto de cádmio, usado na camada de LEDs, pode causar problemas de saúde, por isso, é necessário garantir segurança na aplicação do material.

Fontes de energia e mecanismos de comunicação também fazem parte do rol de desafios aos cientistas. Mas são preocupações para as etapas seguintes. Por ora, eles podem comemorar o desenvolvimento bem sucedido da impressora.

Com informações: CNET, NewScientist

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