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Céus, como as pessoas levam esse Facebook a sério!

"Essa discussão acerca da privacidade me dá um pouco de preguiça. Não quer aparecer? Simples: não tenha conta"

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Não sou daquelas fãs fervorosas de redes sociais. Uso com parcimônia. Sei que são úteis e interessantes, cresci profissionalmente com elas, dou palestras a respeito. Mas sei também que são sorvedouros de tempo. E meu dia costuma ser bem cheio.

Tenho meu blog há 10 anos e não hesito em dar uma parada quando minha saúde assim exige. Optei por usá-lo não como uma fonte de renda, mas uma vitrine do meu trabalho e um local onde compartilho informações por prazer, e não obrigação.

Tenho uma conta no Twitter desde os primórdios do serviço, que me conquistou pela praticidade, rapidez e, principalmente, intimidade com o “mobile way of life”. Mas se eu estiver sem tempo ou sem assunto, sumo sem medo. Tenho um perfil no LinkedIn. Demorei para entrar no Foursquare, pois não via utilidade, e só aderi quando vi que me ajudava a achar lugares legais para comer e passear quando viajava. Já ganhei muito desconto e sobremesa grátis graças e ele. Hoje gosto muito da função de listas para planejar viagens.

Mas o que demorei mesmo para mergulhar de cabeça foi o Facebook. Uma vez dentro dele, não custava nada aderir ao Google+ também. A caçula é a ResearchGate, que uso para acompanhar pesquisas acadêmicas na área de saúde. E chega.

Minha relação com o Facebook é emblemática. Continuei fora mesmo quando já era mainstream, e só me rendi mesmo por obrigação, quando passei a integrar o PapoTech e todas as discussões do podcast passaram a ser lá.

Fanpage

Fanpage

No final do ano passado, criei um perfil mas logo transformei em fanpage para evitar o problema do limite de pessoas. Não tinha em nenhum momento a intenção de usar o Facebook como uma rede pessoal, e sim, como uma extensão do trabalho que já faço na web. Ainda prefiro relações sociais mais pessoais à moda antiga: amigos de verdade falam pessoalmente uns com os outros, ou por telefone, ou no máximo SMS. Ou WhatsApp também, vá lá.

O problema é que precisei fazer um novo perfil para poder participar dos grupos de discussão. Não tinha a intenção de usar esse perfil, queria só algo para gerir o sistema mesmo. E aí começaram as dores de cabeça: como o Facebook já virou Orkut, os amigos não-tech e os parentes (próximos ou distantes) não entenderam aquele negócio de eu não adicionar ninguém, e pedir que no lugar curtissem minha fanpage. Logo ganhei fama de antipática. Ai, ai. Pelo bem das relações familiares, cedi. Mas só para eles. Não demorou para surgirem as correntes, as fotos onde eu era marcada sem concordar, e as cobranças para postar mais coisas pessoais em vez das profissionais…

Céus, como as pessoas levam esse Facebook a sério! Tem gente que fica sem se falar por causa de posts, fotos em que se acham horrorosas, ou arrependidas porque se fotografaram bêbadas ou com trajes inadequados. Há periguetes demonstrando falsa intimidade para se vingar de ex. E temos as onipresentes cutucadas – aquelas indiretas com tom de desabafo que volta e meia alguém faz sem citar nomes, mas faz quase todo mundo vestir a carapuça.

Foi difícil explicar para meus familiares porque meu entusiasmo com redes sociais vai só até certo ponto, mas com o tempo o pessoal entendeu. Passei de antipática a apenas excêntrica.

Alguns até acataram dicas minhas. Pararam de colocar suas residências como venues. Pararam de expor seus filhos com o uniforme da escola. Pararam de mostrar que fazem diariamente um determinado itinerário casa-trabalho carregando trocentos gadgets na bolsa. “Ah, mas só meus amigos estão vendo!” Ah, é? Quem garante?

Com o tempo me flexibilizei. Mas só um pouco. Uma ou outra foto mais pessoal está lá. Porque penso assim: se você sai na chuva, é para se molhar. É por isso que toda essa discussão acerca da privacidade do Facebook me dá um pouco de preguiça. Não quer aparecer? Simples: não tenha conta no Facebook. Não quer ser importunado, não quer que bisbilhotem seu perfil, não quer que façam fofoca? Saia da rede. Sim, é possível trancar seus posts e limitar suas visualizações a certos grupos, mas eu simplesmente não acredito em privacidade no mundinho online. E lembre-se: antes de entrar no universo do Zuckerberg, você precisa concordar com as regras que ele impõe.

Dá para fazer uma analogia com o recente episódio envolvendo a Duquesa de Cambridge. Não quer aparecer em capas de revista com as peitolas de fora? Simples, não faça topless. Sim, ela estava em lugar privado, é um direito que ela tem. Mas era aberto. E os paparazzi não dão trégua. Assim como hackers podem burlar a segurança nos perfis do Facebook ou Twitter, os fotojornalistas podem se valer dos moderníssimos drones. Volto a insistir: ela estava no seu direito, na sua intimidade. Mas sendo esposa de herdeiro real, ela tem tempo, dinheiro e poder de sobra para processar quem ela quiser caso sua privacidade seja violada. E nós, mortais comuns?

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Cine Clube Google Drive

Facebook é uma desgraça. A solução que achei foi cria perfil fakes, pois tenho uma pagina, sendo assim evito as encrencas de pessoas ''amigas'' e desconhecidas.

Alberto St
Quando o tempo passado não havia nem telefones, ou quando havia telefones e as pessoas tinham vizinhos, amigos de infãncia e colegas, depois colegas de trabalho, não era muito diferente de agora. Amigos mesmo, do peito, daqueles de infância, sempre foram poucos. Conhecidos, mais, mas sem envolvimento. A interação era maior com mais pessoas simplesmente porque não tinham o que fazer, havia interação maior (com vizinhos, por exemplo), mas nunca era sinal de "qualidade" ou de "profundidade", até mesmo porque havia regras morais, culturais e religiosas tão complicadas que as pessoas se davam ao direito de não se envolverem para não ser motivo de falatório de fofoqueiras e de enxeridos. O ser humano sempre foi uma ilha rodeada de muitas ilhas, com ALGUMAS pontes importantes com poucas ilhas, em qualquer lugar do tempo da História humana Hoje, com as redes, a diferença é que os amigos de verdade (ainda muito poucos) estão como amigos cadastrados junto a mil vezes mais ilhas que antigamente. O número de pontes é o mesmo pouco de antes, só que agora estamos rodeados com arquipélagos de ilhas, até por "amigos de amigos" que nunca trocamos nem um "oi". Qual é a vantagem dos tempos de hoje? Aquele regramento moral perverso de antigamente desapareceu, o regramento hoje é por futilidades, por comportamentos subrepticios (do que fazemos ou não fazemos) dentro de uma "etiqueta" da hora (que muda a todo momento), que é chata mas não é tão perniciosa, mas quem não quer participar não participa. Penso que os tempos de hoje são muito melhores que os de outrora, as pessoas podem viver suas vidas sem terem de dar explicações aos padres ou às velhas fofoqueiras ou às "balizadoras morais" da sociedade, eu fico imaginando redes sociais nos tempos não tão antigos assim, o padre, o sacristão, as corocas, os vizinhos, os professores dos filhos, o mercador da esquina, o padeiro e o leiteiro, todos em rede.. CREDO... VADE RETRO... não seria muito pior? Mantemos hoje o perfil de "sermos" ilhas. Ilhas que se movimentam para perto ou longe umas das outras dependendo do tempo de vida, da mudança de consciência, do emprego, de cidade, etc.. Em suma, acho que na verdade está sempre como foi, no básico, os relacionamentos realmente saudáveis e próximos continuam poucos. A sacanagem é usar a palavra "amigo" para identificar todos os contatos, isso sim é surreal.
Alberto St
As pessoas levam a sério porque a exposição é uma "pena de dois legumes afiados".. acho que a frase não é bem essa.. Na verdade se as pessoas levassem realmenet a sério não participariam de nenhuma rede, elas estão brincando com a coisa, fazendo de conta, sendo quem não são, seguranndo-se dentro de uma "etiqueta social compartilhada" (escrevi acima), ou seja, um mundo virtual, mas que pode te tirar a chance de um ótimo emprego merecido tanto pelo que você diz como pelo que você não diz,
Alberto St
Nunca é, a não ser que seja um familiar ou pessoa conhecida de longo tempo, antes das redes.
Alberto St
"Esqueceu??" kkkk
Alberto St
Não se pode dizer que seja "educação", é apenas uma nova versão de etiqueta, a "etiqueta social compartilhada", cheia de defeitos, um problemão, que funciona mais ou menos assim.. um chicote de recomendações: - Ature, - não exclua ninguém, - não bloqueie ninguém, - não responda de qualquer jeito, - não seja muito aberto nem franco, - não se esconda - não poste muito - não fique sem postar - não demonstre ser muito frio, mas também não exponha seus sentimentos porque ninguém tem nada a ver com isso, - não exponha fotos porque vao achar você pendante - não expõe nada? mas como, isso é uma rede, precisa compartilhar, você tem medo, você é tímido, é antisocial? e assim por diante...uma neurose em grupo, depois da outra.. Mais, tudo está sendo visto por todos e o Facebook vai guardar na memória dele para sempre tudo que você escrever (mesmo que voce apague, entendeu??), mas então você deixa aberto e um dia você vai precisar um emprego e, das 102 mil frases que você disse, aquela única que você saiu um pouco do sério pode ser usada contra você", Esse tipo de rede é realmente saudável? È isso que queremos? Só vejo sentido em dois tipos de redes: a muito familiar (só familia) fechada para estranhos a ela, e a rede que divulga uma missão social ou profissional (blog, ONGs, atividade profissional, etc.. coisas desse tipo, sem interação, "Quer acompanhar, acompanhe, mas não se envolva comigo". Muito simples, sem estresse. E por que as demais são neuroses? Ora, colocar chefe, vizinhos, familiares, amigos, pseudoamigos, colegas de colégio, conhecidos de fim de semana, colegas de trabalho, estranhos!! (a maioria faz isso) não tem, o menor cabimento, mesmo com privacidades em alerta máximo. Ah... então separa em grupos e privacidades.. ahahah.. Isso é piada.. tem sentido em fazer um grupo só com as pessoas de trabalho? WHAT? Então passa-se o dia inteiro trabalhando e á noite ou fim de semana vai conversar com alguém do trabalho? Valha-me.... Agora um recado para a Bia.. Bia, você resolve logo esse problema deixando a caoisa como "fanpage", é para divulgação de seu trabalho e acabou. Você sucumbiu porque quis e viu a "eme" que ficou.
Lucas Barbosa
ENGRAÇADO, se não leva a serio o facebook, porque se preocupa tanto com o que publicam la? Ainda mais se usa ele para fins comerciais. Acho que tentar da uma de intelectual da "era digital " não combina com você.
Andre L. Walter
Por essas e outras que, após o orkuticídio, não entrei no facebook. Maioria das pessoas só quer mostrar uma personagem, algo que na realidade não é (veja-se as maravilhosas frases e pensamentos que contrariam o que são na vida real).
tchones
Cansei de ouvir: "po, vc nao viu o que eu postei ontem?" Não, não vi, pois agora nem me dou ao trabalho de desces a página do navegador para ver compartilhamentos idiotas, piadinhas infames e textos sem nexos. Já bloqueei todos os aplicativos possiveis, metade dos amigos eu não recebo atualizações, mas sempre tem uma pessoa que é inteligente ao vivo, mas na internet é um absurdo... Agora só uso o facebook pelo chat. Além de todo mundo estar lá (o MSN está às traças), ainda dá para conversar com audio e video...
mcolli
Tem razão Bia me eu mesmo um dia perguntei uma questão para vc no twiiter, vc não respondeu na hora fiquei pensando a mesma coisa,(que antipática) puxa custava ela dar a opinião dela? Mas agora aprendi.A internet tem muito disso, pensamentos diferentes, julgamos as pessoas sem ao menos conhece-lá, as vezes ofendemos , impossível agradar a todos, Nem Jesus conseguiu isso, mas voltei a acompanhar seus textos e parabéns pela forma como escreve e coloca sua visão sobre os temas em questão. Acompanhei a fase que vc ficou um pouco afastada por questões de saúde e peço a Deus por vc nas minha orações que Ele cuide de vc e que vc possa continuar com esse belo trabalho. Tenha um bom dia :-)
Jean Felipe Guilherme
Você sabe que se a pessoa tiver um distúrbio psicológico que afete a moral e instinto ela irá ESTUPRAR com um estímulo externo (não tem como fugir, o corpo humano reage ao sexo oposto indiretamente, então se você tiver algum distúrbio / patologia relacionada com sexo, você irá estuprar ).
Pitter
Acredito que o facebook muda as pessoas e nem sempre o que vc esta vendo no perfil é a pessoa realmente.
Rafael Brugnollo
Concordo completamente Turdin! Se proteger e ter cautela nas redes sociais é necessário sim. Mas os culpados pelos crimes virtuais são os CRIMINOSOS! NÃO OS USUÁRIOS. Na boa, fazia tempo que não lia tanta besteira sobre redes sociais. A autora diz não se importar e estar "acima" delas, mas diz participar de TODAS elas.
Thanara Corrêa
Penso que nem a pessoa de cima é ótimo pra trocar umas ideias de vez em quanto, e a questão de "educação" é meio que seguir onda porque se metade dos meus contatos sumissem não ia nem perceber... Porque a principio de tudo fiz o facebook somente pra comentar em blogs, que tendo a opção de usar o facebook/twitter a ter que criar uma nova conta em um novo site, prefiro usar o face ou tt
daviddiniz
Meu facebook só está "liberado" para meus amigos. QUem não estiver na lista não irá ver nada além de um "conteúdo Bloqueado. O mesmo eu faço com meu Twitter, Instagram etc. E nessas redes sociais não coloco nada de endereço ou algo semelhante.
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