Como um dos maiores usuários das suítes LibreOffice e OpenOffice, o governo brasileiro deixou clara sua intenção de contribuir com o desenvolvimento deles. Em um evento durante o último FISL, representantes do governo assinaram uma Letter of Intent, que estabelece essa colaboração em ambos os programas de código aberto.

Acreditem se quiser, a migração de soluções pagas para as suítes LibreOffice e OpenOffice vai de vento em popa no governo brasileiro: estima-se que pelo menos um milhão de computadores já foram migrados e utilizam hoje soluções livres para criação de documentos. Isso obviamente gera economia aos cofres públicos, e ainda por cima torna o Brasil um caso de sucesso para governos de todo o mundo.

É nóis que voa, bruxão!

Na carta assinada no começo de julho, eles se comprometem a auxiliar no desenvolvimento dos programas, com a presença ativa de programadores nacionais. Essa ação visa retornar para as comunidades parte dos benefícios gerados ao Estado, além de garantir o crescimento e a constante melhoria dos programas.

A carta foi assinada por Marcos Mazoni (do Comitê de Implantação de Software Livre do Governo Brasileiro), Sady Jacques (em nome de SoftwareLivre.org), Jomar Silva (da comunidade Apache OpenOffice.org) e Oliver Hallor (da comunidade LibreOffice), e está disponível para leitura, no fomato ODT.

Com Informações: SoftwareLivre.org

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@FelipeVideira
Uso Linux há 5 anos e sou um pleno defensor das tecnologias livres. fico feliz em ver a iniciativa do governo brasileiro em adotar GNU/Linux e softwares livres. mas fico também preocupado com o "extremismo" de alguns usuários quanto ao uso de software livre e de que, se o código é fechado, o produto não é confiável. vale lembrar que o código-fonte do Windows,por exemplo, é aberto para que os governos possam ter a plena confiança no que está rodando em suas máquinas. o mesmo vale para outros produtos Microsoft. quanto ao preço,essa é uma outra história. embora a suíte Office seja indiscutivelmente superior ao Open Office e seus derivados, é um absurdo vender-se a sua ver~soa mais compreta por quase R$ 1.400,00. o governo brasileiro, um grande comprador de software dá o exemplo ao mundo ao adotar o software livre. é claro que haverá dificuldades na migração, mas creio ser mais uma questão cultural, de costume, do que realmente uma questão de usabilidade. Abraço à todos!
Lucas Meneses
Aqui no trabalho usa-se o broffice, e não vejo ninguém reclamando. Acredito que o broffice é o futuro, assim como o linux, o fato de ser gratuito tem muita influência quanto a empresas. Agora, quanto ao usuário final, isso é um pouco mais difícil, pois, muitos usam o office pirata, e o windows pirata, e não se incomodam com isso. Eu prefiro usar o linux, especificamente o Fedora.
Mozart
Nada mais justo, vários setores públicos já têm instalado o OpenOffice e contribuir para uma melhora do programa vai beneficiar muita coisa.
Vinícius
Sou péssimo em piadas -.-'', Terei cuidado na próxima ;D
Gabriel
Oficialmente, R$ 199,00. Grande diferença (Home & Student 2010). E não vale para "três ativações", pode ser utilizado em até três computadores, desde que os três pertençam a uma mesma residência (inclusive essa licença mais barata não dá o direito a uma utilização comercial do produto). Se for tirado o Office de um computador e colocado em outro, não infringe os termos de uso. Portanto, não são "três ativações"; isso daria a entender que, numa quarta vez, o Office já não ativaria mais.
Breno Peck
A licença mais barata do Office é menos de 200 paus e vale pra três ativações.
Breno Peck
Eu vejo. A interface do Libre é nojenta.
Gabriel
Deveriam incluir nesse treinamento a seguinte frase, diversas vezes: o Microsoft Office não é gratuito e a sua licença mais barata custa R$ 200,00. Eu sou totalmente a favor do pagamento da licença dos softwares. Se o cidadão acha que aquele produto é realmente insubstituível, pague por ele! Queria ver se, afetando o bolso, o povo não aprenderia rapidinho como redigir um texto com espaçamento e definição de margens no Writer.
Gabriel
Ironia ou não, achei o comentário bastante infeliz.
Gabriel
Exatamente, muitas funcionalidades estão em locais diferentes e o usuário que "aprendeu informática" de forma pragmática não o encontra porque não sabe utilizar um pingo de lógica (sim, vi gente que reclamou porque não sabia formatar a página no LibreOffice; outros reclamaram porque o Calc e o Writer não se chamavam Excel e Word (!) e por isso não poderiam ser utilizados porque eles queriam Excel e Word (!)). Mas, claro, pagar a licença que é "bom" pra Microsoft, ninguém que reclamou queria. Claro, o Calc e o Writer são SIMILARES, mas nunca serão o Excel e o Word. É como se mudassem o menu Iniciar do Windows da esquerda pra direita: muita gente reclamaria dizendo que não o encontrou. Essa é uma das maiores resistências ao LibreOffice/OpenOffice. Como sempre digo, o MS Office é superior, mas o LibreOffice supre todas as necessidades de pelo menos 80% dos usuários, isso supre. Para a educação, então, digo que seria fantástico: é de graça, dá pra realizar os trabalhos perfeitamente bem e ninguém se mataria porque a formatação do ODF se perde em outras versões, como ocorre com o MS Office. O problema é que o "boom" da informática se deu nos últimos anos e, necessariamente no Brasil, a idéia de Office 2007 e seu novo menu foram associadas a esses novos usuários; são extamente nestes usuários que encontro a resistência da migração. Obs: "usuários" para falar genericamente de amigos e familiares.
Ramon Melo
Interessante essa lógica. Então, se alguém faz uma crítica a você, é porque não "conhece ironia"?
Vinícius
Conhece ironia ?? Acho que não em?!
Rodrigo Cardoso
Falta agora investir em treinamento para os revoltados que so usam as funções basicas mas nao querem se esforçar um pouquinho pra ajudar ¬¬
marcoscs
é, aí cabe ao desenvolvedor saber filtrar o que é feature do que é frescurity, rsrsssrssrsrsssrs
Rodrigo
Delete também faz falta para apagar asneiras com essas.
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