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A nova abordagem da Alphabet com os projetos do Google X

Jean Prado
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Com a reorganização que resultou na criação da Alphabet, o Google fez algumas reformulações no Google X, que agora ganhou um novo logotipo e é chamado apenas de “X”. Além dessas pequenas alterações, a empresa adotou uma abordagem renovada para investir em projetos inusitados.

Caso você não esteja familiarizado com o Google X, ele é um laboratório que desenvolve e banca os projetos mais inusitados do Google, que podem dar muito certo ou… muito errado. Como exemplos, temos os drones de entrega, carros autônomos e o Google Glass.

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Eis o novo logo do Google X, agora chamado apenas de X

Essa incerteza do sucesso dos empreendimentos pode trazer alguns problemas para a empresa, ainda mais agora que ela está nos braços da Alphabet. A empolgação por fazer com que um projeto seja desenvolvido e tenha sucesso pode colocar “a carroça na frente dos bois” e ele não ter o sucesso esperado, desapontando os investidores.

Em decorrência disso, agora o X vai funcionar mais ou menos como um gatekeeper da Alphabet. O que isso significa? Bem, que a divisão analisará os projetos, fará um plano de negócios viável para levá-los ao mercado e, caso dê tudo certo, até transformará essas iniciativas em subsidiárias da Alphabet.

Para evitar que os projetos gastem dinheiro e falhem miseravelmente, o X terá um grupo, chamado de Foundry, para analisá-los. O grupo estabelecerá critérios rigorosos para decidir se os empreendimentos serão descontinuados ou se poderão mesmo fazer parte da Alphabet. Eles serão o guia do X, basicamente.

É esperado que o projeto de carros autônomos vire uma empresa própria até o final do ano.

É esperado que o projeto de carros autônomos vire uma empresa própria até o final do ano

A mudança pode trazer grandes benefícios aos menores projetos do X. Ao Re/code, antigos funcionários da empresa disseram que, por vezes, “alguém se apegava muito a um projeto e não aceitava encerrá-lo”. O Foundry avaliará se há riscos para eles serem apresentados ao mercado e tornará os projetos menos arriscados.

Antes do Foundry, o Google X pegava emprestado executivos do Google para avaliar os empreendimentos, segundo informações apuradas pelo Re/code.

Outra vantagem dessa reorganização é que a produtividade para lançar (ou dispensar) projetos pode aumentar significativamente. Aqui a lista do que entrou, pode sair e está incluído nas operações da empresa:

  • Replicant, o grupo da empresa dedicado a trabalhar com robótica;
  • Project Wing, responsável pelas pesquisas sobre drones de entrega;
  • Project Loon, dedicado a levar internet por meio de balões para lugares remotos;
  • Makani, que desenvolve energia sustentável por meio de vento;
  • O projeto de carros autônomos, que está dando tão certo que o Re/code diz que deve evoluir para uma empresa própria até o final do ano.

Astro Teller, presidente do X, também comentou o fracasso do Google Glass ao veículo. O problema, basicamente, é que eles passaram muito a imagem de um produto já finalizado quando a realidade não era bem assim. “Nós permitimos — e por vezes encorajamos — muita atenção ao programa”, admitiu.

Com informações: Ars Technica

Jean Prado

Autor

Jean Prado se formou em jornalismo pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) em 2018. Em seguida, participou de um intercâmbio na Universidade de Victoria, no Canadá, onde focou em ciência política, francês e tecnologia na sociedade.

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