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Apple não vai restringir apps de conteúdo no iPad, mas vai censurar títulos de livros e revistas

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Como você leu no Tecnoblog agora há pouco, a Amazon terá um aplicativo de leitura de livros para o iPad, o sonho de consumo de todo adorador da Apple. Curiosamente, a empresa de e-commerce alega ter sido convidada pela própria Apple para desenvolver o aplicativo, o que confirma a tese de que a Apple vai permitir que qualquer provedor de conteúdo esteja na App Store do iPad.

iPad: nada de pornografia aqui.

iPad: nada de pornografia aqui.

O novo posicionamento da Apple para o iPad conflita com aquele visto na App Store para iPhone OS. Não é de hoje que a Apple proíbe aplicativos com funções similares às nativas do iPhone, como fazer chamadas – tchau, Google Voice! – ou organizar bibliotecas de música. No iPad a abordagem é outra: qualquer aplicativo para visualização de conteúdo será aceito. O que não significa que o conteúdo em si poderá ser visualizado.

Para que o conteúdo dos aplicativos seja verificado, a Apple está implantando o Regional Content Review (Revisor Regional de Conteúdo, em tradução livre), uma equipe que ficará responsável por aprovar cada título que seja comercializado nos programas de distribuição de conteúdo do iPad, como o Kindle da Amazon ou ainda da Barnes & Noble, que já deve estar a caminho.

É evidente que o tipo de conteúdo a ser evitado é o pornográfico ou ofensivo, de acordo com os padrões da Apple. Mas pelos menos essa equipe será local, garantindo que a cultura do país seja levada em questão na hora de uma Playboy ser liberada no iPad – ou não.

O problema maior desse tipo de filtro é não saber se um título de livro ou revista é proibido pela Apple quando estiver fazendo a compra fora do ambiente controlado pela Maçã. Digamos, por exemplo, que um consumidor da Amazon compre no site da empresa um livro que foi proibido no iPad: ele só vai descobrir isso quando ligar o gadget e perceber que não há sincronização. Nesse caso, é dinheiro jogado fora.

[via ZDnet UK]

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João Brunelli Moreno
A Apple não está medindo esforços para afastar o público de alguns de seus produtos.