Os processadores de 14 nanômetros mal chegaram ao mercado, mas a IBM já trabalha na tecnologia de próxima geração: nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou o primeiro chip do mundo com litografia de 7 nanômetros.

É um feito e tanto! Para você ter ideia da sofisticação existente aí, a IBM frisa que uma tira de uma molécula de DNA pode ter entre 2 e 2,5 nanômetros de diâmetro.

IBM - 7 nanômetros

Segundo a companhia, um chip com a referida densidade consegue comportar até quatro vezes mais transistores que os processadores de 14 nanômetros atuais. Na teoria, isso significa que a novidade pode ter até quatro vezes mais poder de processamento que a tecnologia mais sofisticada disponível hoje.

Tamanha proeza é possível principalmente porque, em vez de recorrer unicamente ao tradicional silício, a IBM desenvolveu o chip com silício-germânio. O material permite a constituição de transistores mais rápidos na mudança de estado e que consomem menos energia. Assim, é possível deixa-los mais próximos entre si.

Com esse método, a IBM espera que um único chip possa armazenar cerca de 20 bilhões de transistores — sem aumentar as dimensões físicas do componente, é claro.

O resultado? Processadores muito mais poderosos que os atuais e que, de quebra, podem dar mais “sobrevida” à famosa Lei de Moore, que diz que a quantidade de transistores colocados nos chips aumenta 100% a cada período de 18 a 24 meses sem elevar o tamanho do dispositivo e os custos de produção.

Wafer de chips de 7 nanômetros

Wafer de chips com 7 nanômetros

Já há vários protótipos do novo chip, mas a IBM esclarece que ainda falta muita pesquisa para as primeiras unidades comerciais serem lançadas. A expectativa é a de que empresas parceiras (como AMD, Broadcom e Qualcomm) tenham acesso à tecnologia até 2018, ano em que a Lei de Moore estará bem próxima de seu limite, prevê a IBM.

A companhia também quer estar preparada para esse dia. O chip de 7 nanômetros é resultado de um investimento de US$ 3 bilhões que a IBM anunciou há um ano. Parte desse dinheiro, porém, está sendo destinada a tecnologias sucessoras à Lei de Moore — computação quântica e nanotubos de carbono, por exemplo.

Para quem se pergunta como fica a Intel nesta história, a empresa também já manifestou planos de investir em tecnologias de fabricação de 7 nanômetros, mas não deu previsão para o lançamento dos primeiros chips. Atualmente, a Intel se concentra no desenvolvimento de processadores com 10 nanômetros.

Com informações: The New York Times, ExtremeTech