Enquanto todos aguardamos ansiosos que alguma operadora se antecipe para lançar o iPhone aqui no Brasil -ainda mais agora que ele foi homologado pela Anatel-, a Apple vai chegando na marca das quase 4,5 milhões de unidades vendidas nos Estados Unidos. Com isso, já foram gastos quase 895,5 milhões de dólares só em aquisições de iPhones 3G, sem falar em contrato com as operadoras.

Só para base de comparação, a primeira versão do iPhone vendeu neste mesmo período, apenas 1,12 milhões de unidades. O que mudou de lá para cá? O aparelho conquistou o status de maior febre tecnológica mundial dos últimos tempos, chamando a atenção até de pessoas que -até então- usavam o celular apenas para o óbvio: fazer e receber ligações.

Para completar esta matemática explosiva, a Apple cortou pela metade o preço da segunda geração do aparelho, e adicionou um recurso que hoje em dia é básico em um smartphone: tecnologia 3G.

Segundo o Ubergizmo, cerca de 96 iPhones 3G são vendidos por dia em cada distribuidora da Apple nos Estados Unidos. A média em Agosto de 2007 era de apenas 21 unidades diárias.

Eu disse uma vez que o iPhone seria a aposta da Apple para popularizar sua marca, e fizeram ainda melhor ao cortar o preço dele pela metade. Hoje você compra um iPhone, aprende algumas piadas sobre Bill Gates, amanhã compra um Macbook, e pronto, mais um Macmaníaco no mundo.

Como o Berna falou, o iPhone já está até sendo considerado um computador. Estatisticamente falando, a Apple começa a dominar o mercado de computadores, sem que seja ao menos necessário vender computadores.

Será só uma questão de tempo até que Macs comecem a ser usados pela massa, e as vulnerabilidades do sistema comecem a ser encontradas.

E a pergunta que fica é: como isso se aplica ao cenário tupiniquim?