Uma pergunta não sai da cabeça de muita gente: por que a Apple continua lançando iPhones com 16 GB para armazenamento de dados em vez de deixar o espaço mínimo em 32 GB (ou mais)? Finalmente temos uma resposta, embora não muito convincente.

Ontem à noite (9), o vice-presidente de marketing da Apple Phil Schiller deu uma entrevista ao The Talk Show, podcast (em inglês) mantido por John Gruber. O episódio ainda não foi disponibilizado, mas foi possível acompanhar a conversa porque a gravação foi transmitida ao vivo pela internet.

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Um dos assuntos abordados por Gruber foi justamente a questão do espaço para dados. A capacidade mínima de armazenamento do iPhone é mantida em 16 GB há tempos. Todavia, os aplicativos estão ficando maiores. Guardamos cada vez mais músicas nos nossos dispositivos. A crescente qualidade das câmeras tem resultado em fotos e vídeos com mais e mais megabytes. Somando esses a outros fatores, fica difícil justificar 16 GB como espaço mínimo no iPhone para os dias atuais, no entendimento de Gruber.

Schiller discordou. Para o executivo, as pessoas estão utilizando cada vez mais serviços de armazenamento nas nuvens (ele não deixou de mencionar o iCloud), não só para armazenar documentos, como também fotos e vídeos. Logo, usuários que fazem questão de levar as versões mais baratas do iPhone conseguem conviver bem com o espaço menor dessas unidades.

É uma resposta um tanto superficial. De fato, estamos recorrendo cada vez mais ao armazenamento nas nuvens, mas os custos elevados e as franquias limitadas dos planos móveis (problemas que não são exclusividade do Brasil, vale dizer) dificultam o uso mais intenso desses serviços.

Phil Schiller

De todo modo, Schiller deu outro argumento: a economia obtida com o armazenamento de dados permite o aprimoramento de outros recursos – como a câmera – sem aumento expressivo dos custos de fabricação do aparelho. Então, tá.

As baterias dos dispositivos da Apple também foram questionadas. Para Gruber, o iPhone já é fino o suficiente, assim, a Apple poderia manter a espessura e se preocupar mais em aumentar a autonomia.

Schiller discordou novamente. Para ele, a Apple atingiu o equilíbrio ideal entre ambos os aspectos. “Se você quiser um produto com mais espessura e bateria maior, terá algo mais pesado, caro e que levará mais tempo para ser recarregado”, disse.

Caso queira conferir a entrevista completa de Phil Schiller, aguente um pouquinho. O episódio deve ser disponibilizado ainda nesta semana na página do The Talk Show.

Com informações: The Verge

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André De Souza Ribeiro
Ai é que tá, vc sacrifica 30 gramas e 3 milímetros a mais pra ter um celular que aguenta o dia todo de bateria. E quando eu digo o dia todo, é heavy user. Chegar em casa 19h e ainda te 40% de bateria restante.. os usuários de iPhones piram ^^
Raul Amoretti de Souza
o preço do giga por ano só cai! Aumentando o lucro! É isso que ele quis dizer! e eles ainda podem ganhar mais vendendo espaço na nuvem ( iCloud ). Concordo com um comentário, chmando ele de arrogante. Fora que no Brasil com a comunicação como esta... soda!
Henrique Ferreira Lima
Realmente espessura e peso não é o forte do Moto Maxx, mas a função aqui vale mais que design, e é o que prefiro. Suportar quase 200g de peso no bolso não faz diferença pra mim, considerando que vou passar o dia todo com bateria (uso muito o celular, então as 40hs que a Motorola promete não vale aqui). Quanto ao carregamento, eu ainda não fiz o teste pra ver quanto tempo demora com um carregador comum. Tenho o do meu Moto X que quebrou, vou fazer o teste hoje.
Vitor
Não podemos dizer que o ponto forte do Moto Maxx é a espessura e peso (não é muito grosso ou muito pesado, mas não chega perto dos outros celulares do mesmo ano com a mesma faixa de preço, por exemplo, o meu Moto X 2014, que é mais barato). E se não fosse essa tecnologia da Qualcomm para carregamento rápido, demoraria várias horas para recarregá-lo.
Mario Junior
E pro consumidor sai por algumas centenas de dólares.
ricardo garcia
Faria mais sentindo ele falar que existem perfis que não usam 8gb, e para os demais perfis existe o de 64gb. O que é chato pois minha operadora só ofereceu o de 16gb e eu fico fazendo malabarismo para me virar, o iCloud ajuda com as fotos, mas com essa memória eu deixo de instalar jogos.
Reinaldo
O que Phil Schiller falou é fácil de entender pelo ponto de vista do consumidor final: lucro. A pessoa vai comprar um iPhone. Na loja há iPhones com 16 GB, 64 GB (não existe mais a versão com 32 GB) e com 128 GB. O iPhone com 16 GB suporta poucos arquivos (mais é muito caro). O usuário pensa e acaba por comprar a versão com 64 GB, o que rende mais dinheiro para a companhia.
Igor Costa
Mesmo sem Jobs, a Apple continua a querer ditar as coisas. Por isso que estou bem impressionado com a Microsoft, abrindo a versão beta do Windows em si e colhendo os feedbacks dos seus consumidores afim de trazer o sistema o mais próximo possível do que seus clientes esperam. Tem muita gente que fala merda, mas no geral ouvir o consumidor é o melhor a se fazer.
Guilherme da Silva Manso
E desde quando a Apple se preocupa com os consumidores do Brasil??
doorspaulo
Não são problemas, são "features" mal compreendidas.
DiEGo7SiLVa Nokia Lumia 830
Imagine enviando um vídeo em 1080p de 5 minutos em média ;) #ironia
DiEGo7SiLVa Nokia Lumia 830
Sim, lembrando também que tem opção de 64gb, o usuário comprar o variante conforme suas necessidade/custo
Glauber Silva
e os iPhones 5C de 8Gb ?? rsrs
Jayme Prado
Ele está certo, quantas pessoas não compram sem nem saber o que "esses giga" significam, e acabam só usando facebook, whatsapp e email?
R0gério
Como sempre, a Apple mostrando seu enorme "campo de distorção da realidade". O mais irônico é que eles tiveram recorde de venda de iphone justamente quando se renderam aos pedidos de boa parte dos consumidores: tela maior no modelo básico e mais um phablet.
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