O Facebook é, acima de tudo, uma rede social para compartilhamentos. Atualizações de status e fotos parecem ser os materiais mais interessantes para esse fim, mas links não ficam muito atrás. Tal percepção explica um dos mais recentes experimentos da companhia: uma função de busca de notícias.

Facebook - Like

A informação vem do TechCrunch, que descobriu que os testes estão sendo feitos com um número limitado de usuários nos Estados Unidos que acessam o serviço via iOS. Junto com os botões para adicionar fotos e status, essas pessoas encontram uma opção específica para inserção de links.

Quando acessada, a nova função exibe um campo de busca. O usuário precisa então digitar palavras-chave relacionadas à notícia que deseja encontrar. Imediatamente, o Facebook exibirá uma lista de links relacionados.

Na sequência, tudo o que pessoa precisa fazer é escolher um dos links sugeridos e clicar na opção de compartilhamento. Se preferir, o usuário pode simplesmente ler a matéria – a função de busca também pode ajudar a encontrar aquela notícia que algum contato compartilhou, mas que depois “sumiu” do Feed de Notícias.

Para acertar nas sugestões, o Facebook exibe resultados com base no que o usuário está mais propenso a compartilhar. Para tanto, o algoritmo da ferramenta pode analisar o histórico da conta ou considerar os links mais compartilhados por pessoas da mesma região, por exemplo. Isso significa que dois usuários que utilizarem as mesmas palavras-chave provavelmente encontrarão links diferentes na busca.

Facebook - busca de notícias

Se a função for levada a todas as contas, os usuários terão um meio mais fácil de encontrar notícias no mar de informações que é o Facebook. De igual forma, terão mais facilidade para compartilhar notícias via app móvel – não é das tarefas mais intuitivas copiar e colar links em smartphones.

Tudo isso é bom, mas nos faz pensar nas implicações. A companhia pode, por exemplo, cobrar para destacar links de determinados veículos nos resultados, tal como o faz para aumentar o alcance de postagens em fan pages. O buscador de notícias também pode ter ligação com o suposto plano do Facebook de permitir que veículos publiquem conteúdo completo na rede social para serem remunerados com parte da receita obtida com os anúncios associados ao material.

Por enquanto, tudo não passa de um experimento. O Facebook não disse se e quando a busca de notícias será liberada para todo mundo. O que podemos dar como certo é que Mark Zuckerberg e sua turma encontrarão alguma forma de aproveitar melhor esse filão. Só no final de 2014, o Facebook respondeu por quase 25% de todos os cliques gerados em redes sociais, segundo a Shareaholic. Na comparação, o Twitter ficou com apenas 0,88%.

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