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Startup trabalha em tecnologia que permitirá fotos com até 52 megapixels no smartphone

Emerson Alecrim

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As câmeras dos nossos smartphones evoluíram bastante, mas elas poderiam ser mais avançadas. Só não o são ainda por uma única razão: custo. Mas uma startup norte-americana chamada Light promete uma alternativa viável: uma tecnologia capaz de gerar fotos com até 52 megapixels.

Isso é um protótipo, os smartphones do futuro não serão assim

Não se preocupe: isso é um protótipo, os smartphones do futuro não serão assim

Não, nem de longe a quantidade de megapixels define isoladamente a qualidade de uma câmera (apesar de os fabricantes adorarem ressaltar esse aspecto). Os 52 megapixels possíveis são uma consequência do modo como a tecnologia está sendo desenvolvida.

O plano da Light consiste em utilizar várias câmeras simples (e baratas) para dispositivos móveis e fazê-las trabalhar em conjunto. Cada unidade teria o seu próprio “kit” de lente e sensor, com as características desses itens podendo variar conforme a necessidade. É a soma desses módulos que resulta em tantos megapixels.

Basicamente, a ideia é fazer com que cada câmera registre imagens de um ponto específico e, posteriormente, as mande para um software que combina todos os registros para formar uma foto só, como em um quebra-cabeça.

A matriz de câmeras

Um dos protótipos revelados pela Light (em fase inicial de desenvolvimento) utiliza uma matriz com 16 módulos de câmeras com distâncias focais que variam entre 35, 70 e 150 milímetros. Nem todas precisam atuar em um disparo: o nível de zoom que o usuário escolher é um dos fatores que definem como e quais câmeras serão ativadas.

A “mágica” deve acontecer mesmo no software. Os algoritmos estão sendo preparados para combinar as imagens de forma que o resultado lembre uma foto tirada com uma lente muito maior (algo no nível de uma DSLR).

Segundo a Light, o software poderá até mesmo permitir ajuste de foco após as fotos serem tiradas, aparentemente, de modo semelhante ao que é feito nas câmeras Lytro. É de se supor que, mediante configuração, o software também será capaz de ajustar o tamanho da imagem final – imagine o espaço que uma foto de 52 megapixels pode ocupar?

Por algum motivo eu lembrei desse cara

Por algum motivo, eu lembrei desse cara

Será que vinga? A ideia nos deixa com um pé atrás, mas a Light se mostra confiante: a companhia espera que os primeiros smartphones dotados com a tecnologia (não, necessariamente, com 16 câmeras) cheguem ao mercado a partir de 2016. Já há até um acordo com a Foxconn para obtenção de capital e fabricação dos módulos de “múltiplos olhos”.

Com sorte, a tecnologia também poderá ser explorada em outros produtos, como câmeras de segurança.

Com informações: MIT Technology Review