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Ministro da Educação quer transformar Enem em uma prova online

Rafael Silva

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Nomeado ministro da Educação no último dia 2, Cid Gomes planeja trazer o Exame Nacional do Ensino Médio para o século XXI. Em uma entrevista dada à Folha, o ministro disse que pretende fazer do Enem uma prova totalmente online, com questões mais variadas e mais dias de aplicação.

Funcionaria da seguinte maneira: durante um período determinado de dias no ano, o estudante se deslocaria até um local credenciado (Universidades Federais e outras instituições de ensino público) e, usando um computador do local, faria a prova. Esta prova seria única para cada aluno, já que as questões seriam escolhidas a partir de um banco de dados com milhares delas.

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Para entrar numa instituição de ensino superior, ela determinaria que tipo de prova o estudante precisa fazer, seja com foco em exatas, humanas ou áreas específicas. O estudante também poderá fazer quantas edições do exame que quiser, graças ao período estendido de dias em que o Enem poderia ser feito.

O banco de dados, por sinal, seria público e teria com milhares de questões de todas as áreas. Como as perguntas são escolhidas aleatoriamente, não faria sentido para um aluno decorar todas as questões, o que garante um bom resultado para aqueles que estudaram. Os empecilhos para a execução desse projeto são vários: é necessário criar esse banco de questões que ainda não existe e, talvez mais importante, garantir a segurança e confiabilidade da rede onde os estudantes farão a prova.

Além de transformar o Enem em uma prova online, Cid Gomes também quer ampliar a quantidade de vezes em que o exame é aplicado no ano. Um projeto do governo federal com esse objetivo já havia sido proposto no passado, mas acabou engavetado. A mudança do Enem ainda não tem data para ser efetuada, mas Gomes diz que planeja executá-la enquanto estiver atuando como ministro.

Se conseguir, Cid Gomes vai fazer um merecido upgrade no nosso sistema de ensino público. E com ele, resolver também o problema dos atrasos de estudantes para fazer a prova e ao mesmo tempo economizar milhares de árvores que virariam os grossos cadernos do exame – atualmente cerca de 6 milhões de estudantes brasileiros fazem o Enem todo ano, é papel demais.

Crédito da imagem: Wilson Dias/Abr.